Carimbadela: Férias, Fotografias
Trip to Brasil 2009 (João Pessoa / Pipa / Natal)
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 17:09:00Carimbadela: Férias, Fotografias
Que fantástico, inacreditável, tumultuoso e poderoso ano. Descobri que as limitações são apenas coisas criadas por nós próprios. As grandes realizações nunca são imunes aos grandes testes.
Em Janeiro estava pronto para grandes feitos. Em Abril a morte espreitou à porta. Tive desgostos amorosos intensos e encontrei amor nos locais mais remotos do planeta. No fundo ... tudo dependeu da forma como reagi a tudo? Aceitei, segui em frente, escolhi a vida ... Eu fiz isso!
Assisto a uma progressão normal dos meus sonhos e quando perco um sonho, rapidamente encontro outro e a cada ano, mais e mais me parece possível atingir!
Terminei o ano a viajar sozinho (mas nunca só) pela Amazónia / Chapada Diamantina / Fotaleza / Salvador / Recife / Pipa / Natal / João Pessoa, viajei através de culturas, tempo e espaço.
Este terá sido o ano em que testei novos limites para além daquilo que imaginei possível. Parece que passei um ano em crise permanente, mas no fundo, sei que fiz sempre as escolhas acertadas ao escolher o que queria na vida.
Um estranho romance (que possivelmente nunca existiu) não correu bem e fui presenteado com a possibilidade de humildemente aceitar mais um pontapé emocional da vida. Fugi da realidade, não apenas por cobardia ou como forma de evitar o mundo. Libertei-me e simplifiquei a minhas expectativas para procurar a essência das minhas emoções reprimidas.
Voltei a "re-acreditar" e a encontrar o amor sem limites. Optei pela possibilidade da escolha como resultado das decisões diárias. Acredito em milagres e no poder daquilo que consigo alcançar a cada dia, sempre que deixo o inesperado ocupar o seu devido lugar. A vida tem belas surpresas, quando uso a liberdade para viver cada dia da melhor forma possível.
Esta é uma simples reflexão do meu ano. Suspeito que em 2010, as coisas serão muito mais interessantes. Tenho novos planos, uma nova paixão e estou muito feliz por poder estar vivo!
Aquilo que parece impossível apenas leva um pouco mais de tempo ...
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 11:45:00Passou algum tempo desde a última vez que escrevi neste blog. Foi um tempo repleto de mudanças positivas e experiências inolvidáveis, onde me perdi e encontrei. Fugi do mundo para bem longe. Redescobri aquilo que sempre soube sobre mim! O meu mundo mudou significativamente para muito melhor!
Ontem consegui fazer Kitesurf, após 8 longos meses de paragem forçada! O medo das limitações físicas era grande, as condições meteorológicas eram agrestes, o vento era demasiado inconstante, mas a vontade era inabalável. Lembro-me de definir (na minha mente) que voltar a fazer Kitesurf seria um marco importante na minha recuperação pós-acidente. Os médicos sempre me disseram que após um ano do acidente, talvez fosse possível começar a pensar nisso!
Fugi durante o último mês para o Brasil mas não descurei os exercícios necessários para recuperar a mobilidade do cotovelo danificado. Regressei com a sensação que poderia ter regredido na recuperação. Após a primeira sessão de fisioterapia, todos os medos infundados desapareceram. A fisioterapeuta reavaliou o meu estado e concluiu que tinha progredido ao mesmo ritmo que nos meses de fisioterapia intensa. As 3 sessões de fisioterapia semanais passaram agora para apenas uma sessão semanal.
Com este cenário positivo, consegui ganhar coragem para tentar voltar a fazer kitesurf. Pensei que iria ter enormes dificuldades, pois a força ainda é reduzida. Na verdade, foi tudo demasiado simples e natural. Não pensei demasiado, montei o Kite e fui para dentro da água gélida. Tudo correu melhor do que aquilo que a minha imaginação pudera antever. Fiquei em pé na prancha á primeira tentativa e assim me mantive durante 30 apetitosos minutos, antes de chover granizo. Saboreei cada momento com especial prazer. A dada altura, consegui fechar os olhos para me sentir a deslizar pela água.
Foi uma forma mágica de terminar um ano complicado e repleto de coisas tristes. Foi um ano muito complicado que começou terrivelmente mal, mas terminou duma forma muito (mas muito) positiva em vários aspectos importantes.
Carimbadela: Acidentes de Percurso, Kitesurf
I found real magic in some of the strangest places of this earth!
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 01:20:00Carimbadela: Aventuras
Letting go wasn’t the end of the world, it was the beginning of a new reality.
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 01:08:00Carimbadela: Pessoal
Carimbadela: Pessoal
I can't go any further then this... Can you meet me half way?
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 09:57:00Carimbadela: Música
A vida só é uma comédia romântica para pessoas rídiculas como eu!
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 19:39:00
Quero ser melhor no futuro mas descubro que algo em mim está danificado. Existem dias em que sei que me esforço pouco e outros em que me esforço para além dos limites razoáveis! A responsabilidade é minha e não vale a pena ser vitima e culpar o universo quando a culpa é apenas minha.
Sou feliz, mas podia ser muito mais feliz, se fosse uma melhor pessoa, e soubesse como evitar cometer todos os erros que cometo. Por vezes sou: despropositado, mal educado, evasivo, violento, insensível e caprichoso.
Cabe-me a mim não permitir que esses erros aconteçam. Devo estar atento ao que sinto, mas também ao que me rodeia. Existe sempre outra hipótese, existe sempre um tempo durante o qual posso seguir por outro caminho! Erros parciais deixam sempre alguma coisa intocada e facetas por testar, mas é tanto aquilo que perco ao seguir pelo caminho errado... são milhentas as esferas da vida que ficam feridas com as más decisões!
Cometi um erro total, em toda a linha, sem que reste a hipótese do mínimo recuo, onde a mínima defesa é absolutamente impossível. Um erro tão grande que se tornou numa oportunidade de descobrir o ridículo em que consegui mergulhar!
“O futuro é construído pelas decisões diárias, inconstantes e mutáveis, e cada evento influencia todos os outros”.
“Mea culpa” … AQUI! (Colocaria aqui o link para o meu erro, mas isso seria por si só um … erro que envolve outra pessoa e que vou ter de evitar).
Carimbadela: Pessoal
Perdi a minha chance de ir ao Natal dos Hospitais.
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 09:21:00
Obtive alta médica e fui removido das listas de espera para cirurgias do Sistema Nacional de Saúde!
Sinto-me orgulhoso da recuperação satisfatória, após um cenário demasiado incerto e que envolveria a programação de nova(s) cirurgia(s) evasivas e com inclusão de enxertos ósseos, placas metálicas, parafusos, etc …
Aguardam-me ainda, 3 a 4 meses de fisioterapia de forma a puder recuperar o máximo de mobilidade possível no cotovelo, mas a nuvem negra das cirurgias está afastada!
Ao fim de 3 meses longe do hospital, voltei á consulta de ortopedia e voltei a visitar o hospital onde sempre me senti estranhamente confortável. Emocionei-me ao entrar pelos portões daquele local onde vivi e presenciei tantas histórias. Um local onde as pessoas saudáveis nem querem sonhar que existe! Um local onde os médicos, enfermeiras e auxiliares de enfermagem convivem diariamente com situações de vida e de morte. Um local com uma extrema humanidade e com profissionais de saúde fantásticos. Desde os porteiros, aos seguranças, à senhora do quiosque das revistas, ao funcionário administrativo, às anestesistas, aos técnicos do raio-X, aos auxiliares de enfermagem, às senhoras da limpeza, às enfermeiras e aos médicos … sempre fui tratado com uma dignidade e amabilidade exemplares.
Passaram sete penosos meses desde o meu internamento e todos ainda se lembravam de mim. Poderia contra histórias intermináveis acerca das conversas que mantinha com os seguranças, no que toca às qualidades físicas das jovens enfermeiras. Poderia contar histórias horripilantes sobre os meus diversos companheiros de quarto. Poderia contar as lições de vida que aprendi com o meu amigo Zé Maria (88 anos) e que conseguiu salvar-se duma amputação (quase certa) da perna. Poderia voltar a falar das enfermeiras que me torturavam (com carinho) durante a mudança de pensos e com quem eu me divertia “horrores” nessa mesma sala. Poderia falar acerca da amizade do empregado administrativo e ex-parquedista (Sr. Jorge) com quem desabafava e partilhava as revistas e jornais comprados no quiosque do hospital. Poderia falar dos códigos que desenvolvi com as enfermeiras sempre que queria escapulir-me durante algumas horas e contra as regras instituídas do hospital (quando lhes dizia que ia só ali à praia ver como estavam as ondas) para ir arejar as ideias para (ao pé do pato castiço e das pombas) no jardim do hospital. Poderia contar as conversas irreais (cómico-trágicas) que mantinha com o meu querido e excepcional médico, de quem vou sentir saudades. Poderia falar da restante equipa de médicos que me acompanhou e operou e que sempre tiveram muita paciência para me aturar e tratar. Poderia falar da auxiliar de enfermagem que me atormentava durante as noites com guerras de água. Quando adormecia … “trungas” levava com um copo de água na tromba, sendo que a vingança era sempre refinada e repleta de malvadez natural. Poderia falar das senhoras que distribuíam a comida e me davam suplementos alimentares, cortavam os alimentos, sempre com uma palavra amiga e um sorriso estampado no rosto. Poderia falar das voluntárias da Cruz Vermelha Portuguesa, que disponibilazavam o seu tempo para ajudar os doentes nas tarefas básicas diárias.
Poderia falar e acabei por falar … de tantas coisas importantes e que estão gravadas na minha memória. Não vou falar muito mais; Apenas registar e agradecer a todas estas pessoas que fizeram e fazem a diferença na vida de tantos doentes, que passam pelo serviço de ortopedia do Hospital Curry Cabral de Lisboa.
Obrigado a todos!
P.S.: Nunca disse a ninguém (do hospital) que mantinha este Blog, nem sequer fiz qualquer referência (até hoje), acerca do nome do hospital onde fui tratado. Nunca referi nomes de nenhum dos agentes de saúde que lidaram comigo durante estes meses, mas o que é certo, é que um dos médicos descobriu o meu Blog e foi passando a palavra ...
Soube ontem, através duma enfermeira muito simpática, por quem desenvolvi um carinho especial não assumido devido à minha condição de doente (e que porventura vai ler isto), que os médicos, enfermeiros e demais membros da equipa do hospital, foram acompanhando as tremendas baboseiras escritas acerca do meu estado de saúde.
Se tivesse um buraco tinha-me enfiado nele com vergonha, mas depois reflecti e pensei … aquilo que escrevi foi sincero e não existem motivos para sentir vergonha!
Carimbadela: Acidentes de Percurso
Who knows where life will take you? The road is long and in the end the journey is the destination.
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 08:47:00
Ando a debater-me com uma série de questões que podem mudar o rumo da minha vida duma forma relevante. Não encontro saídas airosas para decisões complicadas!
Entretanto, tenho um mês inteirinho de férias (quase que forçadas) em Dezembro que terei de aproveitar, da melhor forma que puder encontrar.
Das duas três ... esqueço a fisioterapia (que necessito) e cometo a insensatez (que me apetece de sobremaneira) de comprar um bilhete para Austrália/Nova Zelândia ou América do Sul e fujo para lá. Em alternativa, posso tentar fazer pequenas viagens pela Europa, de forma a conseguir conciliar as viagens com os tratamentos necessários.
Pensei também, em oferecer o meu tempo para algo de útil, visto que não tenho a mínima ideia de como utilizá-lo???? Lembrei-me de ir (um mês) para o país onde nasci (que conheço muito mal) e que será porventura o país mais pobre do mundo. Descobri e contactei com três instituições com projectos de voluntariado em Moçambique (duas nacionais e uma estrangeira), expliquei-lhes a minha situação, disponibilizei-me para suportar todos os custos da minha viagem e estadia. Ofereci-me para fazer o que quer que fosse, em qualquer parte do país e em qualquer tipo de condições (mesmo que precárias), desde que pudesse contribuir com a minha força de trabalho para ajudar.
Fiquei a saber um pouco mais acerca dos projectos humanitários destas instituições, mas descobri que a escolha de voluntários segue uma serie de requisitos e planeamentos, que não podem ser ultrapassados em tão curto espaço de tempo. Descobri também, que a maior parte deste projectos está ligado a instituições religiosas, cujos procedimentos não me identifico totalmente. Fui educado em colégios religiosos, mas repugna-me a forma como a igreja estagnou no tempo e não se adapta aos tempos modernos.
Das instituições que contactei, houve uma (ATACA) que despertou o meu interesse, pois os formalismos não eram tão complicados e a abertura foi fantástica. Estão numa fase de reestruturação dos seus projectos em Moçambique e as suas acções apenas serão reactivadas a partir de Fevereiro/Março de 2010. Quando tiver de ir ao Porto, fiquei de ir visitá-los para saber mais detalhes sobre os seus programas!
Voltei assim ao ponto de partida e continuo sem saber o que fazer das minhas férias!
Carimbadela: Voluntariado
Jorge Palma - A gente vai continuar
Carimbadela: Música
Misteriosa é a percepção, quando os leques da visão se abrem para uma segunda leitura duma situação.
Interessante é o pensamento que se amplia, quando se abre a mente para um novo ponto de vista.
A confusão entre aquilo que se olha com o coração e aquilo que entra pela mente, acaba por se transformar num ... "regabofe do caraças".
Carimbadela: Pessoal
Entrevista emitida no Jornal da tarde da RTP1, referente à equipa de voluntários da Habitat for Humanity, da qual eu fiz parte ...
Carimbadela: Voluntariado
Construção da casa do Sr. Alberto (Habitat 2009)
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 09:10:00Carimbadela: Voluntariado
Shades of Green from BENWILSONVISION on Vimeo.
Carimbadela: Kitesurf
"O que o faz sentir terror é o amor dela por ele. (...) Porque ele mesmo tem medo de amar (...) Aquela mulher da sua idade, mais ou menos parecida com ele, que sem palavras lhe promete uma felicidade que ele sempre julgara impossível...é talvez o seu duplo, a sua alma gémea. O seu amor. O reconhecimento nos olhos dela («as if she had been waiting for him all her life»...) Amar será reconhecer?"
Escrito por Ana Teresa Pereira
The Gossip - Heavy Cross
Snow Patrol - A Hundred Million Suns
Carimbadela: Música
The blues is one thing, despair another.
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 07:29:00
Kierkegaard on the Couch by Gordon Marino (originally published in New York Times on Oct 28, 2009)
All progress paves over some bit of knowledge or washes away some valuable practice. Within a few years, e-mail and Twitter moved the art of letter writing to the trash bin. And in an age when all psychic life is being understood in terms of neurotransmitters, the art of introspection has become passé. Galileos of the inner world, such as Soren Kierkegaard (1813-1855), have been packed off to the museum of antiquated ideas. Yet I think that the great and highly quirky Dane could help us to retrieve a distinction that has been effaced.
These days, confide to someone that you are in despair and he or she will likely suggest that you seek out professional help for your depression. While despair used to be classified as one of the seven deadly sins, it has now been medicalized and folded into the concept of clinical depression. If Kierkegaard were on Facebook or could post a You Tube video, he would certainly complain that we, who have listened to Prozac, have become deaf to the ancient distinction between psychological and spiritual disorders, between depression and despair.
There is abundant chatter today about “being spiritual” but scarcely anyone believes that a person can be of troubled mind and healthy spirit. Nor can we fathom the idea that the happy wanderer, who is all smiles and has accomplished everything on his or her self-fulfillment list, is, in fact, a case of despair. But while Kierkegaard would have agreed that happiness and melancholy are mutually exclusive, he warns, “Happiness is the greatest hiding place for despair.”
Despair is marked by a desire to get rid of the self, an unwillingness to become who you fundamentally are.
Kierkegaard was called “the Fork” as a child because of his uncanny ability to find people’s weaknesses and stick it to them. His lapidary “Sickness Unto Death” is a study of despair, which in the Danish derives from the notion of intensified doubt. Almost as a challenge to keep out the less than earnest reader, Kierkegaard begins “Sickness” with this famous albeit slightly ironic bit of word play:
A human being is a spirit. But what is spirit? Spirit is the self. But what is the self? The self is a relation that relates itself to itself or is the relation relating itself to itself in the relation.
For those who do not immediately pitch the book across the room, the magister continues, “A human being is a synthesis of the infinite and the finite, of the temporal and the eternal, of freedom and necessity.” Despair occurs when there is an imbalance in this synthesis. From there Kierkegaard goes on to present a veritable portrait gallery of the forms that despair can take. Too much of the expansive factor, of infinitude, and you have the dreamer who cannot make anything concrete. Too much of the limiting element, and you have the narrow minded individual who cannot imagine anything more serious in life than bottom lines and spread sheets.
Though it will make the Bill Mahers of the world wince, despair according to Kierkegaard is a lack of awareness of being a self or spirit. A Freud with religious categories up his sleeves, the lyrical philosopher emphasized that the self is a slice of eternity. While depression involves heavy burdensome feelings, despair is not correlated with any particular set of emotions but is instead marked by a desire to get rid of the self, or put another way, by an unwillingness to become who you fundamentally are. This unwillingness often takes the form of flat out wanting to be someone else. Kierkegaard writes:
An individual in despair despairs over something. So it seems for a moment, but only for a moment; in the same moment the true despair or despair in its true form shows itself. In despairing over something, he really despaired over himself, and now he wants to be rid of himself. For example, when the ambitious man whose slogan is “Either Caesar or nothing” does not get to be Caesar, he despairs over it … precisely because he did not get to be Caesar, he cannot bear to be himself.
In America, there is endless talk of the importance of having a dream — that is, a dreamed-up self that you will to become: a millionaire, a surgeon, or maybe the next Dylan or George Clooney. But master of suspicion that Kierkegaard was, he goes on to note that while the man who has failed to become Caesar would have been in seventh heaven if he had realized his dream, that state would have been just as despairing in another way — because in that giddy self-satisfied condition, he would never have come to grasp his true self.
On the issue of depression of which Kierkegaard and his entire family were very well acquainted, Kierkegaard could have been a reductionist. He seems to have recognized that we could be born into the blues. In 1846, he sighed:
I am in the profoundest sense an unhappy individuality, riveted from the beginning to one or another suffering bordering on madness, a suffering which must have its basis in a mis-relation between my mind and body, for (and this is the remarkable thing as well as my infinite encouragement) it has no relation to my spirit, which on the contrary, because of the tension between my mind and body, has gained an uncommon resiliency.
The spirit is one thing, the psyche another: The blues one thing, despair another.
How might Kierkegaard have parsed the distinction for the Doubting Thomas who will only believe what he can glean on an M.R.I.? Perhaps he would describe it this way.
Each of us is subject to the weather of our own moods. Clearly, Kierkegaard thought that the darkling sky of his inner life was very much due to his father’s morbidity. But the issue of spiritual health looms up with regard to the way that we relate to our emotional lives. Again, for Kierkegaard, despair is not a feeling, but an attitude, a posture towards ourselves. The man who did not become Caesar, the applicant refused by medical school, all experience profound disappointment. But the spiritual travails only begin when that chagrin consumes the awareness that we are something more than our emotions and projects. Does the depressive identify himself completely with his melancholy? Has the never ending blizzard of inexplicable sad thoughts caused him to give up on himself, and to see his suffering as a kind of fever without significance?
If so, Kierkegaard would bid him to consider a spiritual consultation on his despair, to go along with his trip to the mental health clinic.
Carimbadela: Pensamentos
Porque uma vez que tenhas experimentado o voo, caminharás com o olhar posto no céu, porque já la estivestes e queres voltar.
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 07:06:00Rush Hour Dream - Kerim Jaspersen’s short film
Carimbadela: Parapente
Formámos a primeira equipa de 18 pessoas (Portugueses e Americanos) que pelo terceiro ano consecutivo, participámos nestes projectos de construção. Até ao dia 25 de Dezembro vão passar por esta obra, cerca de 100 voluntários. A Habitat for Humanity cumpre sempre os seus prazos e esta família vai ter a chave da sua casa no dia de natal!
Carimbadela: Voluntariado
Juntei-me aos meus amigos voadores, num dos mais belos locais de voo do país. Encontrei alguns dos membros da minha equipa de competição de Parapente da Associação de Voo Livre de Sintra a fazerem uma reportagem promocional da modalidade, para a SetúbalTV. Foi muito bom encontrar velhos amigos e poder desfrutar de toda a beleza da Serra da Arrábida. Recordei os tempos em que fazia este tipo de voos com passageiros, apenas para sentir a alegria (pura) das pessoas que transportava comigo.
Reportagem Parapente Arrabida
Carimbadela: Parapente
Donna Maria - Lado a Lado
Carimbadela: Música, Pensamentos, Pessoal
Acredito no não dito que nunca será traído pelo dito. Acredito nas pessoas que passam nas nossas vidas e nos apagarão um do outro. Acredito nos teus e nos meus amores maiores. Acredito nas opções tomadas e na determinação das escolhas. Acredito que poderíamos ter jogado para ganhar, mas quase sempre se perde ... No entanto, não acredito numa única palavra do que me não disseste, para além daquilo que sinto ser a verdade de toda a nossa mentira.
A realidade não é boa nem má e as coisas foram como foram. Mudámos e mudar é viver e viver equivale a termos mudado muitas vezes. O poder afirmativo da ausência que nunca fomos capazes de tornar em presença, afastará as lembranças que serão cruelmente desfeitas pelo tempo.
Continuarei a sentir-te em mim, atropelado pela irrealidade das saudades impossíveis daquilo que nunca existiu no mundo real.
Carimbadela: Pessoal
What happened in Estremoz didn't stay in Estremoz, because this idiot made a film.
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 08:15:00MEDO ... O Borrego está no livrinho das tombinhas.
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 08:27:00
As novas ferramentas sociais não param de me surpreender.
Uma ex-colega de curso colocou no Facebook, uma fotografia da cerimónia final do nosso curso superior. Um curso que foi terminado (sem chumbos e infindáveis exames de segunda época) ao custo de muita gazeta, cábulas com fartura, bebedeiras absurdas e "rambóia" em quantidades desmesuradas. Passei (muito) pouco tempo dentro dos muros da Universidade, pois as actividades extra-curriculares eram infinitamente mais estimulantes, do que as matérias chatas e repetitivas leccionadas por lá.
Por outro lado, existia um antro de perversidade chamado a "Taberna do Sr. Américo, situada exactamente do lado oposto da Universidade. Alí no escritório (o nome como apelidávamos a taberna), aprendiam-se muitas das disciplinas nas área das ciências da ”Escola da vida”. Essas disciplinas eram exactamente aquelas que não se aprendem nas universidades. Beber traçadinhos, emborcar litradas de vinho rasca de penalti, praxar caloiros/as, vomitar numa casa de banho com um buraco multi-usos panorâmico no chão, e tantas mais coisas que não tenho coragem (nem tempo) para relatar...
Esta terá sido a vida (durante 4-5 anos) de diversos jovens rapazes e raparigas que nunca esquecerão essa fase degradantemente feliz das suas vidas.
Volvidos 11 anos, começaram a aparecer fotos desses tempos, a circular no Facebook. Uma mente iluminada, decidiu criar um grupo restrito de ex-alunos de curso e várias pessoas estão a reencontrar-se novamente neste mundo virtual. Uns foram trazendo outros e assim sucessivamente! Fui-me lembrando de nomes de pessoas que gostaria de rever e encontrei-os no Facebook! Muitas surpresas agradáveis têm acontecido nos últimos tempos…
Por exemplo: Reencontrei o meu amigo Pedro, de quem perdera o contacto há 11 anos. O Pedro era dos tipos mais "fodidos" para alguém (seres humanos racionais) se conseguir relacionar. Tinha sempre uma "caralhada" na ponta da língua! Cada frase completa, continha sempre (pelo menos) um palavrão se falasse com "gaijas" e meia dúzia se falasse com "gaijos"! Não sorria para ninguém e estava sempre cheio de stress, principalmente quando não podia fumar os seus inseparáveis charritos!
Nunca percebi porque razão éramos tão amigos, mas durante 4 anos ele confiava em mim e eu nele incondicionalmente. Insultávamo-nos constantemente e eu usava o sarcasmo para o irritar. Ele tratava-me amigavlmente por cabrãozinho e eu tratava-o por Borrego. Sempre que não havia insulto fácil entre nós, era porque as coisas estavam complicadas e alguém tinha um problema grave por resolver!
Éramos apenas 4 rapazes numa turma com muitas (26) raparigas e tínhamos uma espécie de irmandade forte! Éramos os quatro mosqueteiros, sendo que nunca nos chateávamos mais do que 5 minutos e as divergências eram resolvidas a mamar copos.
Sempre acompanhei … o paradeiro de dois destes mosqueteiros, mas o Pedro Borrego desapareceu do mapa.
O Nuno "Garden" casou-se e foi pai! É um chefe e família respeitável, competente e ama o Sporting acima de Deus. O Nuno "Cantonês" era o mais sensível de todos. Sempre gozámos com ele, pois era o que tinha demasiada intimidade com as raparigas. Soube recentemente (e fiquei feliz por ele) quando alguém me disse que ele saiu do armário e assumiu-se como "GAY". Quanto ao Pedro Borrego, sempre pensei que ele teria acabado com uma seringa espetada no braço numa qualquer sarjeta, mas enganei-me! Descobri que é funcionário numa instituição bancária e responsável por atendimento de clientes. Aprendeu a controlar o seu palavreado e já não parece o mesmo "carroceiro" a falar ao telefone. Bem … pelo menos disfarça nos primeiros cinco minutos, antes de eu começar (ao fim de 11 anos sem comunicação) a espicaçar.
Encontrei o Pedro Borrego, num "search" no livrinho das trombinhas (facebook). Lá estava a tromba dele escarrapachada. Adicionei-o e recebi imediatamente a seguinte mensagem: Vai-te foder ... ficastes de me ligar e nunca mais dissestes népia. (Nota: Este … ficaste de me ligar foi há 11 anos atrás). Resposta: Tás bom ó Borrego? Continuas com os modos dum "carroceiro"! Resposta dele: Dá-me o teu número de telefone cabrãozinho ... antes que te mande pró caralho ... Foda-se!!!!
Ligou-me imediatamente e falámos como se nos tivéssemos encontrado ontem! Fez-me um interrogatório (tipo Gestapo mas com mais sangue) e intimou-me a ir almoçar com ele para semana que vem, senão ficava refodido comigo … como se já não estivesse totalmente refodido por eu não lhe ter ligado naquele dia (específico) há 11 anos atrás. Ahahahahahahahahaha!
Nota final: Recordar e reecontrar é mesmo reviver! Há pessoas que continuam genuínas, mesmo com o passar dos anos! Será um enorme prazer poder voltar a insultar (ao vivo e a cores) o Pedro Borrego e recuperar parte do reportório de asneiras, que fui conseguindo retirar do meu vocabulário ao longo dos anos.
Carimbadela: Pessoal
O DEMO anda a circular nas autoestradas
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 08:16:00É fodido ter uma fisioterapeuta com um sentido de humor refinado! Não me parece nada positivo para o negócio dela, a utilização desta música de fundo durante os tratamentos! Mas ... a "bem dizer", esta música até que exprime o meu estado espírito durante os ditos tratamentos. :-D
AC/DC Highway to hell
Carimbadela: Acidentes de Percurso
Ficaram á minha frente apenas 6651 marmanjões/onas, mas isso só aconteceu porque eu estava distraído! Carimbadela: Desporto
The world is endless and I am trying to explore more!
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 08:42:00
Se os meus planos tivessem batido certo (o que raramente aconteçe) e sem acidentes de percurso, estaria nesta altura a caminho do Nepal.
Descobri ontem, que tenho de gozar férias (obrigatoriamente) durante todo o mês de Dezembro, senão elas esfumaçam-se para sempre!
Tenho algumas limitações em termos de dias que me posso ausentar de Lisboa, devido às sessões de fisioterapia. Ando com a ideia de fazer pequenas viagens de avião (na TAP pois fica quase à "borlix" para mim). Serão viagens de 3 ou 4 dias com a mochila nos "costados", para vários destinos na Europa ou América, mas não sei por onde começar?????
Agrada-me a ideia do Couch surfing, apenas pela experiênca cultural! Talvez????
Moscovo, Veneza, Dublin, S. Paulo, S. Tomé, Sal são algumas das hipóteses que estou a considerar. Vou continuar a pensar nas infinitas possibilidades! Aceito todo o tipo de sugestões?
Carimbadela: Viagens
US3 - Cantaloop
Carimbadela: Música
Carimbadela: Pensamentos
Vou para Braga na semana que vem, tentar ajudar no projecto de voluntariado da Habitat for Humanity.
SE VIVESSEMOS NUM MUNDO PERFEITO...
"Todos têm direito, para si e para a sua família, uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intImidade pessoal e a prIvacidade familiar."
Art. 65º, nº1 - Constituição da República Portuguesa
Carimbadela: Voluntariado
Sweet coffee - No ordinary love
Carimbadela: Música
Pois é ... soube que a "Graça" partiu e o mundo dos vivos ficou com muito menos piada!
Conheci ao longo da vida muito poucas pessoas tão genuinamente radicais. O insulto carinhoso, a piada "ajavardada" e o choque que ela adorava provocar nas mentes menos esclarecidas, era simplesmente fenomenal.
Sempre desafiou todas as ideias preconceituosas e viveu
exactamente como queria.
Tratava-me carinhosamente por camelo, animal, jacaré, etc... e eu adorava chamar labrega a uma senhora de 70 anos!
Era uma bela idosa, muito arranjadinha por fora, mas quando abria a "matraca" (boca) demonstrava toda a sua irreverência e humor. Aos sessenta e cinco anos de idade, decidiu casar-se (de novo pela 3a vez) porque ainda andava muito "horny" e gostava de dar umas valentes “quecas” ou … pelo menos divertir-se muito a tentar!
Vou ter saudades dessa mente “javarda” e das emoções genuínas que eram despertadas por esta grandiosa SENHORA, que trabalhou até aos setenta anos, pois o trabalho e a vida eram uma alegria constante!
"Thank you for your friendship and so long Graça".
P.S.: Sua rameira ... se bem te conheço, já deves estar a esbanjar felicidade e a "foder" a cabeça de toda a gente aí no céu! :-D
Carimbadela: Idolos
Vai na volta recebe-se o chamamento ...
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 08:19:00Carimbadela: Pensamentos
Peek-a-boo revisited! She is irresistible and I am curious in finding out what I might miss.
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 04:08:00Whatever Lola Wants (Lola Gets) - Natacha Atlas
Carimbadela: Pessoal

Devo confessar que me tornei bastante competente na difícil tarefa de colocar a carroça à frente dos bois! Fiz as minhas primeiras corridas com autorização médica, mas nada melhor do que arranjar um novo objectivo para colocar as coisas em perspectiva e arranjar novas metas para tentar atingir.
Num momento de pouca clarividência e muita impetuosidade, inscrevi-me na corrida do Tejo. Agora tenho 12 dias para sair do marasmo de 5 meses de enorme inacção forçada e preparar-me para tentar (e conseguir) chegar ao fim desta corrida de 10 kms!
Ainda não sei como vou fazê-lo, mas sei que vou chegar ao fim!
Carimbadela: Acidentes de Percurso, Desporto
Imponderável leveza das glândulas mamárias.
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 09:55:00
"Butes" lá deixar a silicone para ser usada na indústria da construção civil????
É edificante constatar que algumas mulheres são consideradas deslumbrantes, porque lhes mediram também as mamocas compradas.
"Prontes, portantes, é istos ..."
Carimbadela: Provocações
Moby - Whispering Wind
Carimbadela: Música
Seu Jorge - Tive razão
Carimbadela: Música
Depois de ouvirem isto (pelo menos) cinco vezes seguidas, não haverá stress que não vos afecte!
1 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 07:57:00Carimbadela: Humor
It´s so true that ... We need to feel breathless with love and not collapse under its weight.
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 02:09:00Snoe Patrol - It's beginning to get to me
Carimbadela: Música
Segundo reza a "história", vou ter de me deslocar (na próxima semana) para o Alentejo profundo e passar três dias alojado, em regime de pensão completa na luxuosa Pousada Rainha Sta. Isabel de Estremoz.
Instalada num lugar privilegiado como o Castelo de Estremoz, cuja construção se iniciou em
1258, a Pousada de Estremoz é o resultado da adaptação do magnífico Palácio que D. Dinís mandou construir para a sua mulher, a Raínha Santa Isabel. A beleza do seu traçado e a qualidade dos materiais empregues resultam numa refinada decoração com antiguidades de grande valor patrimonial. Os seus pequenos jardins e piscina, sempre circundados por ameias oferecem uma magnífica vista sobre a cidade de Estremoz e a austera planície alentejana. Carimbadela: Viagens
Não são as ideias nem as decisões que importam - interessam, mas não importam. É a convicção. É o convencimento. Qualquer decisão é mais eficaz do que a inteligência. O pensamento é um luxo e um atraso.
Há uma experiência que estão sempre a repetir. Quando se remove o córtex a um bicho qualquer, ele deixa de pensar e de duvidar; de se sentir seguro ou não; de medir as oportunidades. E qual é a consequência? Torna-se imediatamente o chefe dos outros bichos. Os pensadores, no reino animal, são seguidores. Foi o que aconteceu com as pessoas com as piores ideias do século XX: Hitler, Estaline, Mao. Foram as que tiveram mais poder e mais mal fizeram. Porque não hesitavam e o nobre ser humano, hesitante, não resiste a quem não hesita.
Cada vez mais se ouve dizer que qualquer decisão, por muito estúpida ("vou deixar crescer um bigode!"), é mais benéfica do que a dúvida mais inteligente. Na verdade, a pessoa inteligente só decide por instantes. A decisão é emitida como os talões de estacionamento. Pode (e deve) mudar a qualquer momento porque, felizmente, nunca se sabe. Aprende-se a não saber. Aprende-se a viver com isso. Aprende-se a ser enganado, de vez em quando, quando se acerta nalguma coisa.
Recuperamos de ter tido razão, naquela vez sem exemplo. Passa-nos. Esquece-nos. A convicção é convincente, mas é perigosa, por ser o contrário da inteligência e da condição humana, que é não ter bem a certeza de quase nada.
Custa - mas assim é que é bonito.
Miguel Esteves Cardoso, Público.
Carimbadela: Pensamentos
Ajudei à criação da sétima maravilha (da trampa) na Blogosfera! Este novo Blog foi "parido a ferros", a pedido do meu irmão gémeo que pretendia ter um espaço para relatar a sua viagem à Madeirolândia e onde pudesse colocar as suas aventuras deprimentes e demais "trampas"... Desaconselho vivamente a consulta ao Blog Fly Sado (ou FRISADO em Pretoguês do Brazil)!
Cada dia encontro uma resposta diferente à pergunta recorrente: Porque escrevo um blog?
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 12:30:00
Em todos os momentos da vida, existem milhares de caminhos possíveis. Perante tantas direcções, rumos ou alternativas, cabe a cada um, a difícil escolha do seu caminho. Este blog é o meu escape, o local onde teorizo, divago, grito, lamento e deliro sobre temas de interesse discutível e demasiado relativos. Este é o meu diário de bordo, na procura do(s) MEU(S) CAMINHO(S)!
Quem gosta ... gosta! Quem não gosta ... "come" menos! :-D
Carimbadela: Pensamentos
...Nuno. Cor de chocolate forte, do bom.. cacau 80% de raízes 100% Angolanas. Foi lá, em Angola, que há quase 9 anos nasceu o Nuno. 15 anos, menos um dia, depois de mim, mas eu cá.Ao ver-me a primeira vez no hospital, ainda que para visitar outra pessoa, não me largou mais e passei a ser “comunicada” como namorada dele. Assim, por decisão dele, que diz que quem manda é o homem. E eu, que perto dele me sinto nada, concordo e sorrio..
Há 3 anos quis, acredito que não Deus, que não Buda, que não seja lá quem for ..ou ninguém, mas aconteceu, que pisasse vestígios de uma guerra que não a dele. Está desde então em Portugal para cirurgias e tratamentos que permitam à perna, um dia, acompanhar a velocidade dos batimentos daquele coração. Daqueles olhos que, por quase se terem fechado, hoje são abertos, arregalados..para tudo ver, para que nada escape. A língua também, tem-na solta..como as ideias e a vontade de viver. A mim tem-me já presa com abraços apertados à volta do pescoço, para que não vá..e baixa os olhos quando vou, e pergunta quando volto. E eu digo-lhe que em breve, com a nossa foto, que lhe prometi..
Do hospital fez casa, porque é ali que vive e come e dorme e faz traquinices próprias de criança, que é, apesar de mais forte que muitos adultos. Irrita, leva broncas, puxões de orelhas, ameaças de castigo..mas ri, alto, ás gargalhadas..com uma alegria que eu por vezes perco..e ele assim, para me ridicularizar..e eu..agradeço..
Sai em 2010..diz que tem medo de morrer, contam-lhe os anos todos que ainda viverá..ao chegar aos 45 ri..e diz que já chega, que a contagem já pode parar. Depois pergunta o que acontece depois de morrer..”voltas para cá, outra vez como criança e começa tudo de novo”..”Quem, eu??”..”sim..tu”...Ri..contente..agrada-lhe a ideia..acalma-lhe as inquietudes de quem já viu perto de mais o que uma criança de 5 anos não deveria nunca ver..
e eu..eu esqueço problemas, minimizo..porque ele joga à bola nos corredores, perna direita estendida no ar, perna esquerda aos toques na bola...conta, conta..diz ele..e eu conto-os, aos toques..e sorrio ..e ele também :)
Carimbadela: Aventuras
Na vida, nem tudo é o que queremos, mas devemos merecer o que desejamos.
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 11:19:00
Tenho um plano de recuperação que passa por procurar entender os limites do meu corpo, de forma a conseguir recuperar a mobilidade total do meu cotovelo. Com a ajuda da fisioterapeuta (que percebeu a minha intenção) temos conseguido dar passos “gigantes” e passar muitas das barreiras que os médicos julgavam improváveis!
Descobrimos que tenho uma resistência (fora do vulgar) à dor física, pois consigo suportar enormes cargas de trabalho e estimulação muscular. Suporto sessões de introdução de agulhas nos músculos/ tendões, sem vacilar! Aprendi a complementar as sessões de fisioterapia e desenvolvi (intuitivamente) formas alternativas (um tanto ou quanto autodidactas) de obter resultados satisfatórios.
A fisioterapeuta corrige todos os meus erros e eu insisto nas minhas técnicas. A natação tem sido a melhor forma de recuperar a massa muscular e os ligamentos estraçalhados pela fractura exposta! Nas primeiras duas semanas depois de iniciar a fisioterapia , apenas fazia ligeiros exercícios dentro de água. Na terceira semana decidi começar a nadar a sério, correndo o risco duma nova fractura, pois os ossos ainda estariam demasiado frágeis! Esta quarta semana, traduziu-se num despertar para uma nova realidade, pois decidi fazer 50 piscinas diárias e empenhei-me nessa árdua tarefa!
No sábado passado dupliquei o treino, fazendo 50 piscinas de manhã e outras 50 à tarde. Correu bem e decidi fazer o mesmo no Domingo. 60 piscinas de manhã e 40 piscinas à tarde. Segunda-feira acordei com a meta de fazer 100 piscinas seguidas. A meta era complicada, mas foi atingida, mesmo à chuva e com os músculos demasiado doridos dos dias anteriores!
Na vida, nem tudo é o que queremos, mas devemos merecer o que desejamos!
Segundo a minha fisioterapeuta: "Não existem limites para uma cabeça arejada… com uma lesão complicada!”
Como dizia Churchill: “Não podemos estar certos da vitória, mas devemos estar certos de merecer a vitória.”
Carimbadela: Acidentes de Percurso
I am working hard (every-single-day) for my miracle.
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 08:59:00Carimbadela: Música, Pensamentos








