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Voluntariado no CATT

O racismo promove a noção da existência de raças humanas superiores a outras, valorizando as diferenças biológicas entre seres humanos de forma a justificar a escravidão e o domínio de determinados povos em relação a outros.

Eu vivi no Apartheid. Um regime de segregação racial adoptado legalmente em 1948 na África do Sul, segundo o qual os brancos detinham o poder e os restantes povos eram obrigados a viver separados dos brancos, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cicidadãos. Este regime foi finalmente abolido por Frederik e Klerk em 1990 e em 1994 realizaram-se eleições livres.

Segundo o regime do Aprtheid, os não-brancos eram excluídos do governo e não podiam votar. Aos negros (70% da população) eram proibidos diversos tipos de empregos e jamais poderiam empregar brancos. Existiam áreas (que incluíam as grandes cidades) designadas para brancos, onde era vedada a não-brancos a possibilidade de manterem negócios ou práticas profissionais. Os negros só podiam trabalhar, mediante um passe que era concedido a quem tinha trabalho aprovado. Quem trabalhasse sem esse passe estava sujeito a prisão imediata, julgamento e deportação.

Nos transportes, repartições estatais, cinemas, restaurantes, bibliotecas, piscinas, praias e restantes locais públicos, existiam áreas exclusivas para brancos. A educação e a saúde dos negros custava ao estado um décimo da dos brancos. Educação superior era impossível para a maioria dos negros.

O sexo inter-racial era proibido. Os policias negros não podiam prender brancos. Os negros não tinham autorização para comprar bebidas alcoólicas. Um negro estaria sujeito à pena de morte por violar uma branca, mas um branco que violasse uma negra recebia apenas uma multa leve. Um branco que entrasse numa loja seria atendido à frente de negros que já lá estavam, independente de qualquer outro factor.

A minha família foi obrigada a fugir para este país devido à guerra colonial em Moçambique. Eu era criança (vivi lá dos 3 aos 8 anos) e não entendia essa "coisa" do Apartheid. Fui obrigado a aprender a falar a língua Africâner numa escola de brancos. O contacto com os negros era algo a evitar, por medo das consequências que isso traria para eles. Lembro-me dos negros serem sempre tarados duma forma humana, justa e igual lá em casa. A situação mudava quando se ia para os espaços públicos, pois passava a existir uma "farsa" simulada. Aqueles negros com quem dividíamos diariamente a comida, vivíamos e brincávamos com os filhos … tinham de ser tratados como "seres" de condição inferior.

A realidade diária era totalmente diferente, mas publicamente esta era a única mensagem possível de transmitir! A segregação racial era de tal forma imposta, que bastava a denuncia dum vizinho ou alerta anónimo à policia contra um negro, para lhe ser retirada a permissão de trabalho e dar direito a prisão.

O sonho de Nelson Mandela para uma África do Sul próspera e reconciliada com o passado está longe de se tornar real. De qualquer forma valeu muito a pena a longa luta dos sul-africanos de todas as raças por um país livre da discriminação e da exploração baseada na cor da pele!


Overtone - Colorblind



"His people needed a leader. He gave them a champion."


Out of the night that covers me, ------------- Noite fora que me cobre
Black as the Pit from pole to pole, ----------- Negra como um Breu de ponta a ponta,
I thank whatever gods may be --------------- Eu agradeço, a sejam quais forem os deuses
For my unconquerable soul. ----------------- Por minha alma inconquistável.

In the fell clutch of circumstance ------------ Nas cruéis garras da circunstância
I have not winced nor cried aloud. ---------- Eu não fiz cara feia ou sequer gritei.
Under the bludgeonings of chance ----------- Sob as pauladas da sorte
My head is bloody, but unbowed. ------------ Minha cabeça está sangrenta, mas não abaixada.

Beyond this place of wrath and tears --------- Além deste lugar de raiva e lágrimas
Looms but the Horror of the shade, ---------- É iminente o Horror da escuridão,
And yet the menace of the years -------------- E ainda o avançar dos anos
Finds, and shall find, me unafraid. ------------ Encontra, e deve me encontrar, sem medo.

It matters not how strait the gate, ------------- Não importa o quão estreito seja o portão,
How charged with punishments the scroll, --- O quão carregado com castigos esteja o pergaminho,
I am the master of my fate; --------------------- Eu sou o mestre do meu destino;
I am the captain of my soul. -------------------- Eu sou o capitão da minha alma.




Poema de William Ernest Henley
Tradução por Matheus Sukar

Viajar sozinho pelo Brazil ...

"When you travel, you experience, in a very practical way, the act of rebirth. You confront completely new situations, the day passes more slowly. So you are like a child just out of the womb. You begin to attach much more importance to the things around you because your survival depends upon them. You begin to be more accessible to others because they may be able to help you in difficult situations. And you accept any small favour from the gods with great delight, as if it were an episode you would remember for the rest of your life."

PAULO COELHO




Batucada em Salvador




Festejos final de ano em João Pessoa




Salvador After Party




Final Campeonato estadual futebol




Capoeira em Manaus




Natal em Natal




Lenda do Pai Inácio




Salvador Musical




Che Lagarto Interactions




Salvatore in action




O maior Cajueiro do Mundo




Dia 1 na Chapada Diamantina




Salvador Street Party




Music on the streets of Fortaleza




Dia 2 na Chapada Diamantina




Quixada Driving Lessons




Dia de Natal em Pipa




Dia 3 na Chapada Diamantina




Manaus Carnival Cultural Show



The “Amazónia episode” was unique and I am sure that it will remain in my memory for the rest of my life!

Assim terminam as minhas imagens da Amazónia!



Nesta viagem fui brindado com um novo modo de vida alternativo. O modo de vida indígena comunitário, pautado por outros valores que não o dinheiro. O parentesco e a dádiva regem as trocas de bens, com relações pessoais e mágicas, mais do que comerciais. A presença das almas como comunidade da esfera visível e material confere um sentido cósmico da existência. Uns dias apenas vividos numa aldeia indígena, resultou num impacto emocional enorme e constatei que é possível viver em sociedade, de acordo com valores humanitários mais igualitários e totalmente diferentes dos nossos.

Amazónia flash movies (Parte 2)

A Piranha é um peixe muito voraz, predador e com mandíbulas fortíssimas, a força da mordida da Piranha é considerada como proporcionalmente a de um BulDog. As piranhas são um grupo de peixes carnívoros de água doce que habitam alguns rios da América do Sul.

Pesquei umas quantas piranhas e tentei come-las. Sabem a esgoto e lama! Não recomendo!



Fui brindado com uma pequena mordida duma piranha devido à minha estupidez natural!
Na selva Amazónica existem albergues para os turistas e eu sentia-me particularmente confortável num desses abrigos. Adorava impressionar os novos "turistas" acabadinhos de chegar à selva, dando mergulhos para as águas infestadas de caimões e piranhas.

Descobri no primeiro dia na selva, que as piranhas e caimões fogem e raramente atacam. Vi um guia dentro de água a reparar uma canoa durante meia hora, sem ter sido atacado! Senti-me confiante para nadar no rio diariamente, com o enorme prazer de sentir que estava rodeado de tanta vida selvagem dentro de água.

Era engraçado olhar para a outra margem do rio e sentir a adrenalina de ver os caimões (espécie de crocodilos) a mergulharem ao mesmo tempo! Num dos passeios na selva, um pico entrou pelo ténis e espetou-se num dedo do pé. Não foi nada de especial, mas fez um pouco de sangue!

Nessa tarde quando cheguei ao albergue decidi dar um mergulho no rio, pois estava cheio de suor e coberto do repelente natural (formigas esmigalhadas que emanam um odor repelente) eficaz contra os insectos. Logo que mergulhei, senti uma mordidela rápida e imediata no dedo do pé. Lembrei-me do sangue causado pelo pico e sabia que as piranhas adoram sangue e carninha tenrinha. Saí imediatamente da água com o dedo do pé a sangrar!

Não contei este episodio a ninguém. No dia seguinte coloquei um penso rápido no dedo e voltei à rotina de mergulhar no rio.

Lembrei-me do meu amigo Pedro (Pajé/grande curandeiro da tribo dos Índios Mura) que me dizia sempre: "O MEDO NÃO É REAL … SOMOS NÓS QUE O CRIAMOS."



A magia existe em todo lado ... incluindo na floresta Amazónica! :-D

Na América do Sul não existem crocodilos! Existem cinco espécies de caimões, que pertencem à família dos jacarés. Os caimões são muito parecidos com os crocodilos, dos quais se distinguem pela cabeça mais curta e larga e pela presença de membranas interdigitais nos polegares das patas traseiras. Com relação à dentição, o quarto dente canino da mandíbula inferior encaixa num furo da mandíbula superior, enquanto que nos crocodilos sobressai para fora, quando têm a boca fechada. Os caimões são mais ágeis que os crocodilos e apresentam dentes mais afiados e eficazes. São repteis carnívoros que vivem nas margens dos rios lentos como o amazonas. O caimão negro pode atingir os 5 metros de comprimento, o que faz dele um dos maiores predadores da bacia amazónica. Alimenta-se de peixe (piranhas e outros), aves, tartarugas, capivaras, anacondas e veados. Os jaguares são o maior predador de todas a espécies de caimões na amazónia.


Sexo animalesco na Amazónia, com enormes probabilidades de traumatismo craniano!

Amazónia flash movies (Parte 1)



Em Manaus apanham-se pequenos barcos para ir para a Floresta da Amazónia. Pelo caminho passa-se pelo "Encontro das Águas" que é o local onde o Rio Só Limões (outra designação para o Rio Amazonas) se encontra com o Rio Negro. Seguem juntos durante 2000 quilómetros. Na zona do encontro das águas, os rios encontram-se mas as águas não se misturam durante muitos quilómetros.



Visitámos uma família de caboclos que se dedicam à agricultura e pastoricia. Os caboclos são mestiços resultantes do cruzamento de brancos com índios. Os caboclos formam o mais numeroso grupo populacional da região amazónica e dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba.



Na floresta Amazónica existem muitas fontes de proteínas. Estes vermes da madeira são bastante nutritivos e viscosos. Portugal: 2 vermes. Brasil: 1 verme. Resto do mundo: 0 vermes.:-D

Um pouco de história sobre os Indios da tribo Mura da Amazónia

Os muras são um grupo indígena brasileiro que habita o centro e o leste do estado do Amazonas. Esta tribo indígena possui ampla participação na história brasileira, remontando ao período da colónia, quando já eram citados em documentos nos quais ficavam visíveis a sua personalidade arredia e seu espírito de resistência frente ao domínio da civilização portuguesa.

Sabe-se que eles faziam das canoas as suas casas, que como índios abrangeram uma grande área da acção que se estendia da fronteira do Peru. Sabe-se que se destacaram nas tentativas de rechaçar a invasão dos civilizados nos seus territórios, sendo aguerridos, destemidos e usando tácticas especiais de ataque, que, com as suas incursões atemorizaram a Amazónia do século XVIII.

Os muras, considerados "incivilizáveis", foram atacados por três sucessivas e sangrentas "expedições punitivas", sofrendo muitas perdas por epidemias como sarampo e varíola, tendo sido contra eles pedida uma devassa e a solicitação de "guerra justa" entre 1737 e 1738, mas que não foi concedida. Sem condições de enfrentarem a forte pressão, procuraram a paz em 1786, mas não suspenderam totalmente as investidas contra os portugueses.

Em 1835, voltam à luta ao aliarem-se aos cabanos. Muras e tapuios fizeram da Cabanagem um espaço de reconstrução da liberdade perdida e de apropriação de poder. No caso dos muras, o desejo por liberdade custou muitas vidas e sofrimento. O ponto culminante dos conflitos entre os muras e a sociedade regional foi a sua participação na Cabanagem ao lado dos rebeldes. Provavelmente, nenhum dos grandes grupos indígenas da Amazónia pagou preço maior do que os muras, ao esforço contínuo de dizimá-los e de expulsá-los de suas praias e lagos tradicionais.

A partir de 1863, os muras deixam de ser citados nos relatórios oficiais, o que significa o não envolvimento em conflitos. Actualmente, a única língua mura conhecida é a pirarrã, tendo sido todas as outras variantes extintas.



Os Mura havendo sido vitimados por epidemias, pelos ataques de guarnições militares e civis, pelos efeitos dos contactos com os “civilizados”, os Mura que eram considerados um dos maiores grupos tribais da Amazónia e que por diversos meios procuraram evitar esses contactos, acabaram por pedir a paz e integraram-se nos povoados rurais das cercanias onde viviam, devendo ter diminuído muito em número e perdido grande parte do seu acervo cultural.


Características Culturais

Em decorrência dos dois séculos de intenso e violento contacto com a sociedade regional; do forte processo de miscigenação da difusão de bebidas alcoólicas, etc., Os Mura foram sendo progressivamente absorvidos pela civilização com as vantagens e desvantagens que tal processo comporta, perdendo muito dos seus costumes originais.

A organização social dos Mura é baseada em famílias extensas matriciais. Antigamente o casamento geralmente era realizado com a prima cruzada e nesta ocasião, o homem simulava o roubo da mulher. Actualmente há um alto grau de miscigenação com a população regional. Outra informação é que evitavam pronunciar o próprio nome e o de seus irmãos; não usavam termo de parentesco e utilizavam o nome próprio.

Actualmente, somente alguns elementos apresentam caracteres indígenas marcantes, e de um modo geral possuem estatura mediana. Apesar do alto grau de miscigenação, resultante do contacto contínuo, não eliminaram totalmente as diferenças de ordem cultural. Observamos que entre os Mura os laços matrimoniais sucedem-se entre índios de etnias diversas, incluindo não índios.

Habitações

Antigamente este grupo vivia nos ramos das árvores na mata, ou em redes atadas nos galhos vergados sobre a margem do rio, ou, então, em simples coberturas. Não construíam habitações sólidas e fixas e as coberturas precárias, de palha, eram armadas sobre quatro esteios.

Actividades de Subsistência

Antes a economia era de subsistência e agora já estão engajados num sistema de troca extra-tribal. As actividades básicas são a agricultura, pesca, colecta e extractivista. Os Mura são considerados exímios pescadores e caçadores, sendo esta sua maior fonte de subsistência.

Todo o produto da agricultura é para ser consumido internamente, excepção de algumas frutas e a mandioca destinada à farinha, com excedente destinado a venda. A pesca está toda comprometida com o consumo interno, a não ser a do pirarucu, que é salgado e destinado a venda. A colecta de frutos silvestres, mel e castanhas é quase que totalmente voltada para o próprio consumo, enriquecendo a dieta alimentar. Algumas seringueiras rendem algum dinheiro, bem como a extracção do óleo da copaíba (planta que previne alguns tipos de cancro) e corte de madeira. A pesca constitui a actividade básica de subsistência do grupo, ela é praticada com arco e flecha ou timbó nas águas mais paradas dos lagos. Os peixes são consumidos assados na brasa, mosqueados em forquilhas ou simplesmente cozidos.

O trabalho na roça é uma actividade desempenhada. Normalmente a técnica aplicada é da coivara, plantam principalmente mandioca, macaxeira, banana, jerimum, mamão, batata-doce, cana-de-açúcar e cará. Utilizam pequenas porções de terra em formas arredondadas, obtendo assim produto suficiente apenas para o consumo de cada família. Da mandioca preparam á farinha e fazem uso do tipiti.

Instrumentos para Subsistência

1) Armas

Os Mura foram considerados os mais aguerridos da Amazónia. Ficavam nas árvores e quando o inimigo passava caiam-lhe em cima com flechas, pois eram hábeis no manejo do arco e flecha. Os arcos são simples, sem enfeites. Os arcos são feitos de ingarana ou pau d’arco e, para sua confecção a madeira, após o corte. Esta é uma actividade masculina. Ás mulheres cabe o fabrico da corda, feita a partir da envira. As flechas fazem-nas com ou sem emplumação, sendo esta última modalidade a mais utilizada, pois, na maioria das vezes, pescam com arco e flecha. O uso de zarabatanas é hoje pouco utilizado.

2) Transportes

O meio de transporte desses índios era e é essencialmente feito através de rio. Nos dias actuais, ainda constroem canoas de casca de árvore marupá, da copaíba e do jabotá.

3) Adornos

Os homens não só ornam os braços e pernas, mas ainda furam o nariz, orelhas e beiços, donde trazem pendentes, conchas, dentes de porco e de feras. Os Mura usavam também colares e cintos. Hoje em dia os ornamentos são constituídos somente de colares, braçadeiras e anéis. Os cabelos são cortados com pente e tesoura, o que antigamente era feito com mandíbula de piranha no mesmo processo do corte com navalha.

4) Brinquedos

As brincadeiras infantis são uma forma de prepará-los para a vida adulta. É assim que se vêem meninos aprendendo a fabricação de arcos e flechas para as suas pescarias, com carácter de brincadeira, enquanto que as meninas brincam com fusos e ajudam a cuidar das crianças menores.



Situação Actual

Pelos confrontos em defesa territorial, os Mura conseguiram além do decréscimo populacional, realçar e atrair para o grupo uma antipatia e sérios preconceitos que são demonstrados até os dias actuais. A visão do colonizador e os entraves para o processo civilizatório imposto por eles, são passados através de dados históricos, permeados de malquerença. Preconceito este comum no confronto entre populações etnicamente diferenciadas.

Os índios Mura, tem contacto permanente com os “civilizados”, representados na forma de regatões, extrativistas e “motores” que cruzam o rio diariamente e que habitualmente param nas praias, onde os índios levantam os seus tapirís e lá realizam um comércio, através de trocas de mercadorias e bens já introduzidos na sua cultura. É comum a troca de caças, peixes, por aguardente, açúcar e quinquilharias.

Existem invasões territoriais e pesca predatórias nos lagos. Perda da autonomia cultural, da posse do território e engajamento em actividades produtivas regionais.

Actualmente os Mura não andam nus. Os cabelos que antes eram aparados por mandíbula de piranha, são cortados com pente e tesoura, os homens aparam os seus bem rente, já as mulheres deixam-nos longos.

A cultura material está restrita a colares de sementes, miçangas, contas diversas e anéis de tucumã.

As habitações de um modo geral são simples e rústicas, possuem uma ou duas águas, armadas por oito esteios em forma de forquilhas onde são encaixadas as vigas horizontais. A cobertura é feita com folhas de babaçu ou soro-roca.

O despreparo dos índios para a vida urbana sem que lhe seja oferecidas condições de boa adaptação, leva ao conflito nas disputas pelo acesso aos frágeis equipamentos urbanos e é inevitável o choque de dois modos distintos de comportamento social e representação da vida: o indígena e o não indígena (Cariua).

Encontram-se num processo de negação étnica, envergonhando-se da identidade tribal. Todavia, o grupo Mura tem se empenhado de modo a reverter esse processo.

Extreme ciganagem

Um tipo chega à conclusão que esteve/está á demasiado tempo inactivo quando ... passou a ir com regularidade a uma feira (onde nunca fora) e constata que já viu praticamente todos os filmes piratas que o seu novo amigo "Lelo" tinha disponíveis.

Outro sinal da constatação da doença prolongada, residiu no facto do amigo "Lelo" ter passado a tratar-me pelo nome próprio e nunca (jamais) me vender filmes de qualidade muito má ... apenas vendeu filmes de qualidade mais ou menos "Chunga-Top-Extreme-Ciganagem".

O sinal mais gritante e que me levou a considerar abandonar a vida de desocupado permanente, foi ao descobrir que o "Lelo" sabia todas as minhas preferências e passou a guardar-me uma selecção especial de filmes.

Logo que abandonei o grupo dos portadores de incapacidade temporária para o trabalho, deixei de ser cliente assíduo do "Lelo". Ele ficou triste e decepcionado com este otário (ex-cliente VIP) que optou por regressar ao trabalho (mesmo estando de baixa a receber 65% do ordenado pela Segurança Social e 35% pela entidade patronal) por vontade própria, mesmo com o cotovelo estragado.

Se fosse ele (o Lelo)... Ficaria de baixa até conseguir arranjar uma fístula na virilha ou até o sofá criar bicho, de tantas horas que passaria a ver filmes piratas e a mamar “jolas”.

Este foi o último filme de qualidade duvidosa que o "Lelo" me impingiu. Já tinha ido ver ao cinema e achei genial!





BBC - Universos Paralelos

HOME


HOME, filme da autoria do realizador Francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.

The film -> English

O filme -> Português

Dois voadores fizeram estes filmes. Admiro a simplicidade e força destas imagens...)


Mar eVento from Décio Abreu on Vimeo.



Se o teu sonho for maior que "ti", arrasta tuas asas, esgarça os teus medos, amplia o teu mundo, dimensiona o infinito e parte. Voa alto, voa longe, voa livre. Voa...

(Voa por Ivan Lins)

Land, air and sea...

Lagoa Session by Finoty

Conheci o O Nevil Hullet em 2006 no x-Ceará (Brasil). Já nessa altura ele dizia (sem falsas modéstias) que queria (muito) bater o Recorde do Mundo em Parapente. Tanto quis, que conseguiu fazê-lo duma forma inequívoca! O Nevil personifica o “cumulo” da preparação a todos os níveis para conseguir atingir os seus objectivos e por isso merece estes recordes mundiais.
Quando se soube a notícia de que o piloto sul africano Nevil Hulett voou 502,6 km e bateu 2 recordes mundiais (ainda por serem homologados) no Domingo de 14 de Dezembro de 2008, o mundo do voo livre parou e pensou. Não apenas um recorde mundial quebrado, mas massacrado e incrivelmente rápido. Hulett descolou e voou sozinho em condições que sabia serem muito perigosas. "Eu poderia ter morrido ali", contou ele à Revista Cross Country. O resto da história foi traduzida pela Elisa Eisenlohr e pode ser lida aqui... http://artigosvoolivre.blogspot.com/2009/01/dragon-slaying.html



Relato de Nevil Hullet


Copyright 2008 | Paulo Reis