É pegar ou largar?

De facto, o orgulhoso não é inteligente! Se fosse inteligente, já teria percebido que a coisa mais humana é levantar-se dos seus erros e recomeçar cada dia. Não o tentar e agarrar-se aos seus direitos parece força, mas é fraqueza infantil.

Vasco Pinto de Magalhães, in "Não Há Soluções, Há Caminhos"

Manifesto contra a racionalidade


Se vos aprouver, sigam o link da imagem e façam o obséquio de ler um manifesto em sete pontos.

Don´t be ridiculous?

Livrar-me da falsidade e da ilusão é coisa em que não acredito. Não consigo livrar-me da ilusão e só ilusoriamente consigo evitar a falsidade. Prefiro manter uma certa distância face ao mundo real e ser naturalmente ridículo por ter feito essa escolha.

Estou a conseguir desenvolver um cotovelo funcional, após ...

60 minutos de fisioterapia (segundas, quartas e sextas)
60 minutos de bicicleta elíptica (segundas e sextas)
50 piscinas de natação (terças, quartas, quintas, sábados e domingos)
Exercícios de musculação ao cotovelo durante a hora de almoço (todos os dias).

Sinto-me totalmente desprovido de energia e isso é muito positivo!

Sempre gostei da pirataria

“Pirates have never been quite who we think they are. In the “golden age of piracy” - from 1650 to 1730 - the idea of the pirate as the senseless, savage thief that lingers today was created by the British government in a great propaganda-heave. Many ordinary people believed it was false: pirates were often rescued from the gallows by supportive crowds. Why? What did they see that we can’t? In his book Villains of All nations, the historian Marcus Rediker pores through the evidence to find out. If you became a merchant or navy sailor then - plucked from the docks of London’s East End, young and hungry - you ended up in a floating wooden Hell. You worked all hours on a cramped, half-starved ship, and if you slacked off for a second, the all-powerful captain would whip you with the Cat O’ Nine Tails. If you slacked consistently, you could be thrown overboard. And at the end of months or years of this, you were often cheated of your wages.

Pirates were the first people to rebel against this world. They mutinied against their tyrannical captains - and created a different way of working on the seas. Once they had a ship, the pirates elected their captains, and made all their decisions collectively. They shared their bounty out in what Rediker calls “one of the most egalitarian plans for the disposition of resources to be found anywhere in the eighteenth century.” They even took in escaped African slaves and lived with them as equals. The pirates showed “quite clearly - and subversively - that ships did not have to be run in the brutal and oppressive ways of the merchant service and the Royal navy.”

Não me vi grego

Não me vi grego ... com uma grega!

Convivemos profissionalmente durante uma semana. Fui sendo seduzido por aquele furação (em forma de mulher delicada). Optei pela fuga constante, pois aquilo parecia um estranho e ousado "jogo", para o qual eu não estaria fisicamente apto.


A semana de trabalho terminou e chegou a hora da despedida e ... não houve despedida.


A fuga realmente aconteceu, mas não como eu planeara. Fugimos durante o fim de semana. Depois ... regressámos a tempo de ela apanhar um sarcófago aéreo (avião) e voltar para o Olimpo (Grécia).

Provavelmente não a voltarei a ver ... mas ela fez-me relembrar, que (o contrário de estar morto é estar terrivelmente vivo :-D) ... a vida pode ser simplificadamente excitante e deve ser mesmo aproveitada no imediato.

Here I go into new days

Nas últimas duas semanas comecei a fazer fisioterapia ao cotovelo. Encontrei uma fisioterapeuta muito competente e com um conhecimento profundo na área da fisioterapia desportiva. Apliquei-me afincadamente na recuperação e tenho feito tudo de forma a poder recuperar a mobilidade do meu cotovelo.

Para além das três sessões semanais de fisioterapia, tenho-me dedicado à natação intensiva e aos exercícios de fortalecimento muscular. Consegui evoluir substancialmente, até ao ponto de ter conseguido nadar 50 piscinas diárias, durante todos os dias da passada semana. A natação tem sido complementada com sessões de jacuzzi para relaxamento dos músculos e tendões danificados.

Os métodos fisioterapêuticos utilizados são inovadores e aplicados de forma a tirar o melhor rendimento. Coisas como agulhas espetadas nos tendões, não são métodos muito convencionais, mas estão a fazer maravilhas ...

Aos poucos, estou a conseguir vencer todas as minhas limitações (físicas e psicológicas) ... temporárias.

Atingi o auge da alegria, quando fui incentivado a ir nadar (no passado fim de semAna) no mar, a conselho da fisioterapeuta. O verão passou-me totalmente ao lado e as saudades do mar e dos amigos relacionados com o "mar" eram enormes.

Esta é a música que dedico à "carrasca" da fisioterapia, que me tortura sem piedade com exercícios dolorosos e que acabam por fazer bem ao "coiro"! Sempre que me sinto a vacilar e a perder a motivação, lembro-me duma músiquinha calminha e revigorante como ...


Hey, hey, hey
Here I go now
Here I go in to new days
Hey, hey, hey
Here I go now
Here I go into new days
Im pain, Im hope, Im suffer
Yeah, hey, hey, hey, yeah
Here I go into new days










Metallica - I dissapear







Grey's Anatomy - Life is Beautiful

O ingénuo

Os ingénuos acham que o mundo é simples e depois ficam surpreendidos com um mundo demasiado complexo. Eu sou um ingénuo diferente e a certa altura achei que o mundo era complexo e afinal é bastante simples. Há instintos, interesses, desejos e lógicas e não há mais nada. É tudo tão linear!

Is...

O timing não se ensina...percepciona-se e sente-se!


Sobreviver

Retirei este artigo dum blog de montanhismo. O artigo descreve a situação em que se encontra o meu amigo, colega de equipa e companheiro de aventuras pelo mundo dos ares. Fui visitar (ontem) o Gonçalo e ele está confiante na recuperação total, após um grave acidente de parapente. Tem um caminho longo pela frente, mas já só pensa em voltar a voar outra vez!





Sobreviver! Acidente de parapente do Gonçalo Velez

As nossas motivações de praticar desportos de aventura passam muito pela descoberta e pela aventura controlada. O risco é uma constante e muitos temos estórias em que o limite da aventura foi ultrapassado.
Esses momentos são marcantes, uns são impelidos a desistir, a calçar pantufas para não mais as tirar, outros tiram ensinamento mas regressam consciente que a vida é efémera e que temos de reforçar a atenção para continuarmos por cá.

Mas quem se aventura e passou por momentos extremos, sabe que nem tudo depende de nós, um conjunto de factores podem levar-nos à sobrevivência ou ao desconhecido.

A estória que quero contar aqui é extrema mas com fim feliz, apesar de todos os dados e inconveniências.

É uma estória que tem como protagonista o impulsionador deste blog e de um amigo. Será certamente, entre muita vivência e estórias extremas que o Gonçalo Velez deparou na sua vida de aventureiro a mais marcante. Uma estória que ainda está a viver.





O Gonçalo foi pioneiro em Portugal na exploração aos Himalaias, sendo o primeiros português a subir um oito mil (em 1991 o Annapurna com 8091m), sendo que embora sem abandonar o himalaísmo passou a dedicar-se essencialmente ao parapente.

A motivação por ambientes de montanha leva-o a procurar grandes espaços e realizar voos de grande distância, desenvolvendo competências que o impeliram a adquirir uma assa muito técnica de competição. Mas como todos sabemos para maior performance é necessário mais ligeireza, mais técnica e os erros ou variáveis tornam-se mais estreitos.

No último voo que realizou, tudo parecia estar perfeito, o dia límpido e o vento adequado. A Serra da Estrela chamava assim a mais um dia excelente para voar. A descolagem foi perfeita ao que se seguiu um conjunto de manobras para ganhar altitude, recorrendo ao auxilio de ventos ascendentes.



Mas inesperadamente, uma rajada de vento levou à instabilidade da asa, preocupado em tentar controlar a assa não se apercebeu que descia vertiginosamente, perdendo tempo e o momento que lhe permitia abrir o paraquedas de recurso. O que se sucedeu é impressionante de ver, certamente mais de sentir e de acompanhar para quem assistiu e participou no socorro.



As consequências foram graves, fracturas num braço, pulmão perfurado, colapso da bacia, hemorragias internas e externas. A probabilidade de sobrevivência parecia reduzida, mas o sistema de amortecimento e protecção, o socorro pronto e excelentes cuidados de saúde permitiram-no manter agarrado à vida. Depois seguiu-se muita perseverança, muita capacidade de luta do Gonçalo, muito trabalho dos profissionais de saúde...
O Gonçalo continua internado no hospital ortopédico na Parede, recebendo visitas durante a tarde, continua sem se poder colocar de pé, mas em breve passará a mais uma fase importante, com desenvolvimento e recuperação da mobilidade.

Um grande abraço para o Gonçalo e os desejos de uma total e rápida recuperação.

Viva a vida!

Sempre pensei que podia apaixonar-me por uma "estranha", mas não amá-la. A realidade é que eu amei várias "estranhas" ao longo da minha imperfeita vida.

Relações rápidas e indolores com "estranhas" foram sempre uma constante. Nasci sem saber de onde vim e sem entender por que razão existo. Nos intervalos, fui encontrando "estranhas" que nunca se tornaram totalmente conhecidas. Em raros momentos da vida, soube ao certo para onde me dirigir, mas acabei sempre por ir!

Entre duas das extremidades do novelo da vida, várias foram as vezes em que amei (amo) "estranhas" em várias partes do MUNDO!

A vida é demasiado interesante para se viver num estado de apatia constante e na esperança que as escolhas duma "estranha" pudessem mudar! Se não mudaram, é porque a escolha foi mesmo essa e eu estou totalmente em paz com isso.

Valeu a pena correr atrás do pouco provável durante muito tempo... porque impossíveis não existem, sendo que por vezes apenas ficou a faltar a aposta de arriscar ganhar.

Voltei a entrar numa batalha que provavelmente não vou querer ganhar. Esta nova batalha afasta-me duma outra guerra, mas nem todas as batalhas são travadas com o intuito de vencer guerras. Existem batalhas que permitem afastar o passado, a manter de fora o futuro e a concentrar no agora.

A vida é uma bela guerra e todas as batalhas acabam por ser importantes. Sem travar batalhas (mesmo que sejam as erradas), nunca se aprende a vencer as guerras importantes!




Johnny Nash - I can see clearly now

Richard Bach

O Richard Bach terá sido o escritor que mais influenciou a minha vida e que sempre me acompanhou desde que me lembro de ser "gente".



Richard Bach interview






Richard Basch quotes



"Uma gaivota é uma ilimitada idéia de liberdade, uma imagem da Grande Gaivota. Ela sabe que você tem que ser fiel a si mesmo."

It´s all a "State of Mind".



Raul Midon - State of Mind (long version)


Mas ... de previsões meteorlógicas percebo eu e acabei de descobrir, que o vento começou a soprar ligeiramente a meu favor! EM TEMPOS CONTURBADOS tenho de me agarrar a certezas absolutas. Sendo que ... a única certeza que tenho é que vou encher-me de esperança, para iniciar a fisioterapia intensiva.



Queen - The show must go on

Estou num "bungee jumping" de emoções contraditórias e começo a não saber onde residem os intervalos: se nos momentos em que me "esbardalho" todo, se quando o resto da minha vida segue para bingo.

It´s as if I´m scared.
It´s as if I´m terrified.
It´s as if I´m scared.
It´s as if I´m playing with fire.



Mika - Relax, take it easy

Movo-me por areias movediças

Ando, ando, ando … nunca paro e afundo.

Caio.

Levanto-me de novo, mas torno a cair.

O que é que eu ando a fazer? Não encontro respostas!

Onde andei a errar? Não faço a mínima ideia!

Falta-me firmeza em praticamente tudo o que ando a fazer.

Caminho sem firmeza e ando a temer as consequências dos meus actos tresloucados!

O sábio teme o céu sereno, em compensação, quando vem a tempestade ele caminha sobre as ondas e desafia o vento.

Ao examinarmos os erros de um homem, conhecemos o seu carácter.

O que eu ouço, esqueço. O que eu vejo, lembro. O que eu faço, aprendo.

Quando vires um homem bom, tenta imitá-lo; quando vires um homem mau, examina-te a ti mesmo.

A música gera um tipo de prazer sem o qual a natureza humana não pode passar.

Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos ou de relacionamentos familiares, busca em teu interior a resposta para acalmar-te, és o reflexo do que pensas diariamente.

Confúcio

Fiz uma consulta telefónica a um desses médicos que não consultam a gente, só olham para a cremalheira e arrancam dentes.

Fiquei indeciso e não sei se isto que tenho na zona cotoveleira é ferrugem ou caruncho. Quando mexo o cotovelo, sinto estalinhos por falta de humidade gordurosa nos nervos da barbata braçal.

Tenho constatado que as dores insepulcráveis da cotoveleira e do aparelho muscular e esquelético são difíceis de suportar.

Por outro lado, o meu capacete tem andado a ferver e por vezes até fico com ele húmido e a trabalhar deficientemente, mas pelo menos não voltei a cair duma burra alada, nem tive nenhum ataque cardeal.

Parte do meu problema é resultante da desfalsificação ossal e da intendência para o pouco cálcio se acumular nas fracturas comunitivas.

Estou desconfiado que qualquer dia destes, ainda arranjo uma hérnia de escala ou uma pedra na basílica, causados pelos anti-inflamagórios que me deixam um pouco tonho.

Diz lá no papelame que a medicamentose pode trazer muitas complicações e alienações, bem como proporcionar abéticos no sangue.

Gosto bastante do meu outro Senhor Doutor que é especialista em ossadas. Agrada-me de sobremaneira quando ele vai de férias e me deixa entregue á bicharada hospitalar do Serviço Nacional de (pouca) Saúde! Ele disse-me logo o que tinha a dizer e não andou a engasular ninguém. Fiquei logo descansado por saber que se surgisse algum problema nos entretantos, estaria fecundado, pois nenhum médico do hospital se interessaria em resolver o problema!
Sou o doente preferido deste médico e não há melhor doente que eu! Faço tudo o que ele me ordena, como ... aquela coisa de tentar manter os membros que me fazem alguma falta.

Um passito curto de cada vez ,,,




Ritual Tejo - Nascer outra vez

Extreme ciganagem

Um tipo chega à conclusão que esteve/está á demasiado tempo inactivo quando ... passou a ir com regularidade a uma feira (onde nunca fora) e constata que já viu praticamente todos os filmes piratas que o seu novo amigo "Lelo" tinha disponíveis.

Outro sinal da constatação da doença prolongada, residiu no facto do amigo "Lelo" ter passado a tratar-me pelo nome próprio e nunca (jamais) me vender filmes de qualidade muito má ... apenas vendeu filmes de qualidade mais ou menos "Chunga-Top-Extreme-Ciganagem".

O sinal mais gritante e que me levou a considerar abandonar a vida de desocupado permanente, foi ao descobrir que o "Lelo" sabia todas as minhas preferências e passou a guardar-me uma selecção especial de filmes.

Logo que abandonei o grupo dos portadores de incapacidade temporária para o trabalho, deixei de ser cliente assíduo do "Lelo". Ele ficou triste e decepcionado com este otário (ex-cliente VIP) que optou por regressar ao trabalho (mesmo estando de baixa a receber 65% do ordenado pela Segurança Social e 35% pela entidade patronal) por vontade própria, mesmo com o cotovelo estragado.

Se fosse ele (o Lelo)... Ficaria de baixa até conseguir arranjar uma fístula na virilha ou até o sofá criar bicho, de tantas horas que passaria a ver filmes piratas e a mamar “jolas”.

Este foi o último filme de qualidade duvidosa que o "Lelo" me impingiu. Já tinha ido ver ao cinema e achei genial!




Era complicado encarar o rumo que a minha vida estava a tomar e afastei todos ao meu redor por ter caído no buraco que eu tinha cavado. Fui perdendo todas as pessoas que se importavam e nutriam real sentimento por mim. Foi fácil afastar todos os que tentaram apontar e avisar que algo estava errado comigo.

Tive um acidente grave! Coitadinho de mim! Sou tão incompreendido!

Tive que (por conta própria) buscar uma saída. O mais humilhante foi perceber que o brilho no olhar dera lugar a um sujeito sem foco, apenas uma sombra negra daquilo em que me tornara.

E ... lá encontrei um foco … despoletado pelo carinho, consideração e amor que tinha rejeitado receber. Eram pegadas luminosas a mostrarem-me a direcção certa para transformar aquela situação adversa em aprendizagem.

A maior ironia de optar por este caminho sem foco, foi ter pisado muita gente na ida, mas voltar a encontrar muitos deles na volta. Fui generosamente impelido a vislumbrar, que a ausência de luz no fim do túnel seria apenas a minha própria escuridão.

Isto aconteceu num passado bastante longínquo, mas que subsiste como uma memória (demasiado presente) que me ajuda a encontrar algum equilibrio.
Embora possa ver a sombra negra ao meu lado, nunca a desprezo totalmente. Depois de enfrentá-la, aceitei-a como parte de mim. A minha sombra passou de inimiga a aliada. Paneleirices da globalização das sombras causado pelo aquecimento global ... digo eu! :-)

3, 4, 2

A ordem homologada na sucessão de eventos traumáticos é:

1) negação
2) raiva
3) tristeza
4) aceitação

Tive de imediato o 3 e o 4, supostamente os últimos na sucessão dos eventos. Já o 2 aconteceu e acontece em espasmos intermitentes. Quanto ao 1, a primeira de todas, nunca aconteceu.

Não há duas sem três operações


Após o episódio que me levou às urgências, onde me foi diagnosticado que os ossos do cotovelo teriam cedido, fui a uma consulta com o médico que me acompanha. Saí de lá com uma cirurgia agendada para Setembro.

Vou tentar evitar esta terceira intervenção cirúrgica, mesmo que a probabilidade de isso acontecer ser demasiado reduzida.
A situação não é nada brilhante, mas é infinitamente melhor do que há 3 meses atrás. Aquando do acidente, não seccionei uma artéria por muito pouco, o que levaria a paralisia do braço. Safei-me duma infecção grave que poderia ter levado a uma amputação do membro. Das múltiplas fracturas existentes na zona do cotovelo, apenas persiste uma delas, com dificuldade em consolidar.
Não tenho vivido num mundo perfeito e isento de dor. O sofrimento físico e psicológico tem sido considerável. De qualquer forma, voltei a conseguir arejar as ideias e a encontrar alguma normalidade na minha vida.
Já soube voar, já soube sonhar, mas ultimamente apenas sei lutar...

My bones collapsed

Sometimes you just feel tired
you feel weak
and when you feel weak
you feel like you wanna just give up
but you gotta search within you
try find that inner strength
just pull that shit outta you
ang get that motivation to not give up
and not be a quitter no matter how bad you
wanna just fall flat on your face and collapse...

till the roof comes off,
till the lights go out
till my legs give out,
cant shut my mouth
till the smoke clears out,
and my high wear out
imma rip this shit,
till my bones collapse

Eminem - Till I Collaspe

In need of a new elbow fix

Vai na volta … encontro-me de novo numa situação "agreste". Quando a recuperação poderia ter sido facilitada pela remoção do gesso, eis que as coisas se complicam outra vez.

Os ossos da articulação do cotovelo ainda não estavam totalmente consolidados. Fiquei com uma espécie de “cotovelo de porcelana” que poderia partir com qualquer tipo de movimento anormal. De qualquer forma, o cotovelo precisava de começar a mexer, uma vez que a imobilização prolongada poderia fazer com que a articulação não voltasse a recuperar a total amplitude de movimentos.

Tratava-se duma situação (de compromisso) delicada em que não é recomendável fisioterapia e onde apenas podia ir tentando fazer pequenos movimentos. Empenhei-me na recuperação e com algum custo, e receio das consequências, consegui obter alguma mobilidade no cotovelo.


Infelizmente o pior aconteceu, os ossos cederão e acabaram por fracturar novamente.

Todo o esforço investido para evitar outra cirurgia e recuperar a mobilidade total foi ineficaz.

O meu pequeno "drama" (que dura á 3 meses) poderia estar perto do fim, mas voltei ao ponto de partida.

Mais ... gesso ou nova cirurgia??????? Saberei amanhã!

Acabei de ler o “Quase Romance” de Miguel Sousa Tavares. Agrada-me a escrita simples e descomplexada de alguém que assume escrever para poder viajar, viaja para poder escrever…

“No teu deserto” é a historia de alguém que, durante quarenta dias, tentou dizer algo a outra pessoa durante uma viagem repleta de aventura, pó, humor, desejo, sentimento, peripécias e tempestades… Acabou por não dizer nada durante os quarenta dias…; fê-lo agora, através da escrita e após vinte anos…

Frases extraídas do livro:

"Escrever é usar as palavras que se guardam: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer".

"As pessoas não aguentam nem um dia de solidão. Já não há ninguém para atravessar o deserto, porque já não há ninguém capaz de enfrentar toda aquela solidão".

"A coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas é o silêncio".

"Éramos donos do que víamos: até onde o olhar alcançava, era tudo nosso. E tínhamos um deserto inteiro para olhar."

"Quereria um dia recordar que alguém me tinha pegado na mão e me conduzia para onde não havia nada – nem estradas, nem casas, nem cidades, nem luzes ou sombras, nem árvores ou jardins ou praia ou qualquer coisa que eu tivesse visto antes - a minha única tarefa era deixar-me conduzir por ti, entre a lucidez e o sonho".


As alegrias do 69 ...

Estou "feliz" por estar "contente"! ;-) Deixei de estar "entalado" após 69 dias com o cotovelo imobilizado numa tala ... até "gani" de alívio!
"I was flying in a path that wasn’t mine. I felt scared to leave this path that I knew so well. But the moment I crashed out, it turned out that all the demons I expected to face weren’t there at all. I had hardships of course, but all was worthwhile – because my soul is alive."

Pulsares



System of a Down - Aerials





Sonic Jr. - Pulsar


“Primeiros” dão uma bata azul, uma touca cor de rosinha e toma-se oxigénio purinho, através duma máscara catita. Aos “despois” apagam-se as persianas dos olhos de repente. Acorda-se … deveras enjoado no meio de outros frangos aviários hospitalares! Ao fim da tarde “baza-se” para “caselas” com muito menos ferragens e mais aliviadito da dor de cotovelo permanente!


Never miss a good chance to shut up, especially if you insult a doctor that might (in the near future) perform a surgery on your elbow! Tomorrow … if I wake up from anaesthesia without a kidney, I won’t take it as revenge! LOL

O invisível ... foi real.



Dreamers- Jack Savoretti





Dreamers- Jack Savoretti

Eu devia estar morto!



Já tenho idade para ter juízo - Pedro Tochas



Rir é um excelente medicamento genérico ...

De repente a vida dá-nos uma chapada e lembra-nos que o amanhã não é certo e que só temos uma vida para viver.

Pouco a pouco e de repente o tempo voa, estamos cá e amanhã estivemos.

É ver o copo meio cheio meio vazio de planos traçados.

É bom sonhar mas é preciso acordar para concretizar e encontrar uma saída.

É relativo o drama mais terrível, ao pé do drama do outro parece um filme para crianças.

A vida dá voltas e não avisa com antecedência.


Hey

Vive a vida
Tira proveito até ao fim da corrida
Fica de pé e grita bem alto
Estou vivo e vou viver a vida
O amanhã não é certo
E para morrer basta estar vivo
O hoje é uma dádiva
É por isso que se chama presente.

APROVEITA!





Palavras retiradas da música "Estou Vivo" do Boss Ac. Não gostei especialmente da música, mas sim ... das palavras!

50 dias de braço de ferro

Uma cavilha de titâneo, 5 parafusos de titâneo e 5 cavilhas de aço.



Conclusão: Ainda vou a tempo de tentar vencer um torneio de braço de ferro, desde que o vencedor seja o "magano" com mais ferro .... dentro do braço!

Estados de alma voadora


Atrevi-me a sonhar demasiado alto, mas desta vez não procurei construir uma base sólida para poder abrir "asas" em segurança. Tive um "reality check" muito merecido que me abriu (uma vez mais) os "olhómetros" para a realidade. Não devo procurar aquilo que não mereço, pois a queda poderá ser enorme ... e, foi!

Tenho demasiadas saudades dos locais, dos amigos, da camaradagem, das aventuras, dos voos, das viagens, da competição amigável e do enorme desafio que representa a mais pura forma de voo humano.

O campeonato nacional de parapente, vai na segunda prova do ano e não estarei presente! Consigo apreciar estas imagens com um certo distanciamento e alegria. Tenho finalmente a certeza que consegui (acidentalmente) encerrar uma das fases importantes da minha vida. Fui adiando o meu afastamento das competições em função dos bons resultados crescentes e dos projectos colectivos inovadores dos últimos tempos, mas sabia que o fim eventualmente chegaria!





Como dizia o Jorge Silva, um amigo e ex-aluno de parapente e poeta:


Voar não é um periodo da vida; é um estado de alma, um efeito da vontade, uma qualidade da imaginação, uma intensidade emotiva, uma vitória da coragem sobre a timidez e de gosto da aventura.

Voador é aquele que se admira e que se maravilha. Interroga, como uma criança insaciável: e depois?

Respeita as condições e acha alegria no jogo do VOO.

Ser voador é saber sentir; é olhar o espaço e descobrir o tudo; é ouvir o cântico da Asa; é sentir o odor da altura e o sabor do vento, e o contacto do perfume das flores.

Ser voador é conseguir ser independente, é elevar-se do chão; subir como fumo; é voar hoje, amanhã, voar amanhã, ontem; ser nuvem sem ser água; ser tudo e não ser nada...

O que é ser voador nem o voador sabe, mas ele sente o que é!



BBC - Universos Paralelos

Ui ... tadinho, fez dói-dói, foi?

Ando a ingerir este novo medicamento experimental. Ainda não é comercializado, pois existem suspeitas de efeitos secundários relacionados com distúrbios a nível da personalidade (quadrupla personalidade), sendo que nenhuma das quatro ... presta.A enfermeira descomedidamente bem parecida já não me liga pevide – cabra!

O médico "sarcástico/gozão" quer marcar uma cirurgia ao cotovelo - cabrão!

Já não sei exprimir ideias saudáveis e coerentes, após tanto repouso e Cotovelol no bucho - palhaço!

Sinto-me tentado a cometer o suicídio com uma overdose de Cotovelol ... uma vez que: ao atirar-me dum sítio alto, seria quase certo que a sobrevivência estaria assegurada. As minhas estatísticas caseiras não deixam qualquer margem para dúvida!


Quedas do céu (quase mortais) nos últimos 15 anos - 2

Mortes clínicas - 0 ( na verdade foi tecnicamente 1)

Ossos partidos - 16 (não conto os fragmentos)

Conclusão: No que se refere a quedas do céu ... (e até prova em contrário) descobri que eu é que sou o verdadeiro ... IMORTAL.




Queen - Show must go on



Até sou marmanjo para ter umas certas e determinadas cartas na manga, para poder desafiar a lei da gravidade do espertinho do Newton. :-)

Such is the way of the world
You can never know
Just where to put all your faith
And how will it grow

Gonna rise up
Burning back holes in dark memories
Gonna rise up
Turning mistakes into gold

Such is the passage of time
Too fast to fold
And suddenly swallowed by signs
Low and behold

Gonna rise up
Find my direction magnetically
Gonna rise up
Throw down my ace in the hole



Rise - Eddie Vedder

HOME


HOME, filme da autoria do realizador Francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.

The film -> English

O filme -> Português

A arte de pisar nas nuvens

"Vertigem não é o medo de cair, é outra coisa. É a voz do vazio debaixo de nós, que nos atrai e nos envolve, é o desejo da queda do qual nos defendemos aterrorizados."





Milan Kundera - A insustentável leveza do ser

Faz hoje um mês que deixei de andar á "velocidade cruzeiro" e estou de baixa. A minha vidinha (neste último mês) tem passado por uma imobilidade quase total, pois é a forma de consolidar a fractura cominutiva que tenho no cotovelo. Tenho lido bastante sobre este tipo de fracturas (pouco usuais). Todos os médicos incluído o "artista" que me operou, concordam que a utilização de fios de kirschner, não é a melhor forma para resolver o problema do meu cotovelo. Aquilo que seria uma operação provisória, executada num hospital de província, acabou por tornar-se numa solução permanente, devido a uma fractura exposta com uma enorme possibilidade de infecção e ferida associada. A resoluão definitiva da fractura do cotovelo ainda é uma grande incognita. O exclente médico que me acompanha vai analisando a evolução, enquanto me retira “bifes” do cotovelo, durante a sessãozita de tortura instrutiva, a cada três dias.

Estas sessões tornaram-se numa simpática rotina cómico-trágica. A tragédia da situação prende-se com as dores agonizantes que infligem aqui ao "animal". A parte cómica acaba por ser muito mais interessante, senão vejam:

- Calhou-me na “rifa” um médico que poderia figurar destacadamente em qualquer espectáculo de “Stand-up comedy”. Para além do sarcasmo contundente, ele insiste em usar termos fofinhos como: amputação ... braço em decomposição ... brucelose ... vamos tocar ferrinos ... cale a boca que você tem a mania que é engraçadinho ... você tá todo desgraçadinho ... caiu do céu? Agora aguente-se á bronca. Uma verdadeira pérola de simpatia que eu não troco por outro médico! Até porque ... eu chamo-o de carniceiro e talhante e ele ri-se e saca-me outro “bife”!

- As sessões de tortura são extremamente concorridas pelas enfermeiras (os) de serviço, sendo um dos momentos altos de diversão naquele simpático hospital público onde tenho tido um tratameto VIP. Por vezes sinto-me um ratinho de laboratório nas mãos de enfermeiras, que abusam de mim sem dó nem piedade. Tiram-me fotografias a zonas sensíveis (cotovelo) do meu corpo. No inicio ainda perguntavam se podiam tirar … mas agora é tudo á descarada! Estas fotos serão objecto dum estudo aprofundado sobre feridas para teses de mestrados das senhoras enfermeirinhas. No meio desta invasão de privacidade, tive a sorte de ter feito um acordo com uma enfermeira que arranja uns produtos da candonga (gel anti-bacteriano e compressas verdes ultra-especiais) que ainda não existem no mercado nacional. Tenho sido cobaia dela e sai-me caro em bombons (moeda de troca), mas os resultados são fantásticos. O sucesso das minhas feridas e cicatrizes tem sido crescente, ao ponto de ter 6 enfermeiras a admirarem a minha ferida e a borrifarem-se para mim, enquanto fico em sofrimento, para que elas admirem os resultados da obra de arte que ... já não deita coisas verdes e amarelas. Um pequeno feito para um homem... um estrondoso sucesso para a enfermagem moderna!

A vida atribulada dum aleijadinho não é nada fácil, mas as visitas regulares ao hospital são uma aventura radical! LOL


Isto é uma bela ferida após a remoção dos pontos. O facto de ter sangue associado (após a remoção de diversos bifes devido a necrose) é muito bom sinal! Por baixo daquelas compressas verdinhas estão uma serie de ferrinhos que atravessam o cotovelo e causam a chamada dor de cotovelo permanente! Já estou nestes preparos á 4 semanas e esperam-me mais 4 a 6 semanas do mesmo! "UI CA BOM QUE BAI SERE! " :-)




Quando caí um parapentista, cai logo outro por solidariedade. Fui visitar um amigo que partiu uma vértebra (L1) e foi operado ontem, tendo-se levantado e andado hoje, pela primeira vez! Uma aleijadinho (eu) filma outro aleijadinho que reaprende a andar! Este filme é uma tristeza … ou talvez até não seja mesmo nada disso!




Levanta-te cacilhas,VAIS VOAR

Quem quer uma dor de cotovelo?

Incito-vos a partirem o cotovelo ... para poderem sentir a verdadeira dor de cotovelo permanente e inolvidável!

Vou ficar com cicatrizes "fabulásticamente" horripilantes!
Como diz um amigo voador (ainda sobre o efeito de "drogas" hospitalares potentes) que foi operado ontem á coluna, após um acidente idêntico ao meu: “Custa mais a curar um esquentamento... do que uns míseros ossitos partidos! ;-)


Copyright 2008 | Paulo Reis