Por vezes existe nas pessoas ou nas coisas um charme invisível, uma graça natural que não pode ser definida, a que somos obrigados a chamar o «não sei o quê». Parece-me que é um efeito que deriva principalmente da surpresa. Sensibiliza-nos o facto de uma pessoa nos agradar mais do que deveria inicialmente e somos agradavelmente surpreendidos porque superou os defeitos que os nossos olhos nos mostravam e que o coração já não acredita. Esta é a razão porque as mulheres feias possuem muitas vezes encantos que raramente as mulheres belas possuem, porque uma bela pessoa geralmente faz o contrário daquilo que esperávamos; começa a parecer-nos menos estimável. Depois de nos ter surpreendido positivamente, surpreende-nos negativamente; mas a boa impressão é antiga e a do mal, recente: assim, as pessoas belas raramente despertam grandes paixões, quase sempre restringidas às que possuem encantos, ou seja, dons que não esperaríamos de modo nenhum e que não tinhamos motivos para esperar.Os encantos encontram-se muito mais no espírito do que no rosto, porque um belo rosto mostra-se logo e não esconde quase nada, mas o espírito apenas se mostra gradualmente, quando quer e do modo que quer; pode esconder-se para surgir de novo e proporcionar essa espécie de surpresa que constitui os encantos.
Fiz um teste das cores e este foi o resultado...
Como tenho o prazer de escrever, andava em busca duma imagem perfeita para ilustrar um pequeno texto. Muito do que escrevo não me atrevo a colocar aqui neste blog. Neste local virtual, apenas coloco aquilo que é importante e temo que a minha memória um dia não seja capaz de reproduzir. Nesta minha busca pela imagem perfeita, encontrei uma outra que me impressiona bastante!
Consigo olhar para esta foto de uma forma diferente do que fazia no passado recente. Pude constatar que a esta foto estava associado o nome da sua autora. Por mera curiosidade fiz uma busca na Internet e encontrei a galeria de fotos da autora da foto e fiquei deslumbrado com o trabalho fotográfico desta mulher.
Como a beleza está nos olhos de quem a vê, eu vi uma beleza fora de vulgar em quase todas estas maravilhosas imagens inspiradoras.
Perfil da Autora nas suas próprias palavras:
"TORNA-TE QUEM TU ÉS" Sempre amei fotos, na infância ajudava o meu pai a montar nossos álbuns de família. Sou uma "clicante", fã das cores, amante do céu, das praias, natureza! Gosto de mostrar a beleza através das minhas lentes, pessoas, momentos...e sou uma Fêmea que fotografa outras Fêmeas...
Bem vindos a minha jornada!
Click
Riam-se da minha cara vistando o link que se segue.
http://www.elfyourself.com/?id=1447133990
Feliz Natal
There are 24 letters in your name. Those 24 letters total to 99. There are 11 vowels and 13 consonants in your name.
What your first name means: Portuguese Male Little. Form of Paul.
Your number is: 9
The characteristics of #9 are: Humanitarian, giving nature, selflessness, obligations, creative expression.
The expression or destiny for #9:
The expression that you exhibit is represented bythe number 9. Your talents center in humanistic interests and approaches. You like to help others as you were intended to be the 'big brother or big sister' type. You operate best when you follow your feelings and sense of compassion, and allow yourself to be sensitive to the needs of others. You work well with people, and have the potential to inspire. This suggests that you could successfully teach or counsel. Creative ability, imagination and artistic talent (often latent) of the highest order are present in this expression. It's possible that you're not using or developing all of these capabilities at this time. Some of your talents may have been used at an earlier time in your life, and some may still be latent. Be aware of your capabilities, so that you can make use of them at appropriate times.
If you are able to achieve the potential of your natural expression in this life, you are capable of much human understanding and have a lot to give to others. Your personal ambitions are likely to be maintained in a very positive perspective, never losing sight of an interest in people, and a sympathetic, tolerant, broad-minded and compassionate point of view. You are quite idealistic, and disappointed at the lack of perfection in the world. You have a strong awareness of your own feeling as well as those of others. Friendships, affection, and love are extremely important.
Undeveloped or ignored, the negative side of the 9 expression can be very selfish and self-centered. If you do not actively involve yourself with work that benefits others, you may tend to express just the opposite characteristics. It is your role to be very involved with other people and their needs, but it may be difficult for you achieve this role. Aloofness, lack of involvement, and a lack of sensitivity mark the low road of this expression.
Your Soul Urge number is: 7
A Soul Urge number of 7 means:
With a number 7 Soul Urge you are very fond of reading, and retreating to periods of being alone and away from the disruptions of the outer world. You like to dream and develop you idealistic understandings, to study and analyze, to gain knowledge and wisdom. You may be too laid back and withdrawn to really succeed in the business world, and you will be much more comfortable in circumstances that are tolerant of your reserve, your analytical approach, and your desire to use your mind rather than your physical being.
You are very timid around people that you don't know very well, so much so at times that casual conversation and social situations can be strained. You tend to repress your emotions to the extend that some people have a good bit of difficult understanding you. You tend to be very selective with friends and you don't easily adapt to new environments or to new people very quickly.
The negative traits of the 7 include becoming too much the introvert and isolated from others.
Your Inner Dream number is: 11
An Inner Dream number of 11 means:
You dream of casting the light of illumination; of being the true idealist. You secretly believe there is more to life than we can know or prove, and you would like to be provider of the 'word' from on high.
O poder reside no tipo de conhecimento que possuímos. Qual o sentido de conhecermos coisas inúteis? Isso prepara-nos para o nosso inevitável encontro com o desconhecido.
Nada neste mundo deve ser oferecido. Aquilo que temos de aprender deve ser aprendido arduamente.
Um homem vai ao conhecimento da mesma forma como vai à guerra: bem desperto, com medo, com respeito e com absoluta confiança. Ir de qualquer outra forma ao conhecimento ou á guerra é um erro, e quem o comete pode correr o risco de não sobreviver para lamentar o sucedido. Quando um homem tiver cumprido estes quatro requisitos: estar bem desperto, ter medo, respeito e absoluta confiança, não existem erros pelos quais deva prestar contas; em tais condições, as suas acções perdem a insensatez das acções dum imprudente. Se um homem assim fracassa ou sofre uma derrota, não terá perdido mais do que uma batalha, e isso não lhe provocará lamentações lastimosas.
Ocupar-se demasiado de si mesmo produz uma terrível fadiga. Um homem nessa posição está cego e surdo a tudo o resto. A própria fadiga impede-lhe de ver as maravilhas que o rodeiam.
Cada vez que um homem se propõe a aprender tem que se esforçar, e os limites da sua aprendizagem estão determinados pela sua própria natureza. Portanto, não faz sentido falar do conhecimento. O medo do conhecimento é natural; Todos passamos por isso, e não podemos fazer nada a respeito. Mas, por mais temível que seja a aprendizagem, é mais terrível a ideia dum homem sem conhecimento. Qualquer coisa é um caminho entre um milhão de caminhos. Portanto, um guerreiro sempre deve ter presente que um caminho é apenas um caminho; Se sentir que não deveria seguí-lo, não deve permanecer nele em circunstância alguma. Sua decisão de manter-se nesse caminho ou de abandoná-lo deve estar livre de medo ou ambição. Deve observar cada caminho à distância e de forma deliberada. Existe uma pergunta que um guerreiro tem que se fazer, obrigatoriamente: Será que este caminho tem coração? Todos os caminhos são o mesmo: não levam a parte alguma. De qualquer forma, um caminho sem coração nunca é agradável. Por outro lado, um caminho com coração acaba por ser simples: a um guerreiro não lhe custa tomar-lhe o gosto; a viagem torna-se agradável; Se um outro homem o seguir, é porque é como ele.
Existe um mundo de felicidade onde não há diferença entre as coisas, porque nele não existe ninguém que pergunte pelas diferenças. Mas esse não é o mundo dos homens. Alguns homens têm a arrogância de crer que vivem em dois mundos, mas isso não passa de pura arrogância. Existe apenas um único mundo para nós. Somos homens, e devemos circular com alegria no mundo dos homens.
O homem tem quatro inimigos naturais: o medo, a clareza, o poder e a velhice. O medo, a clareza e o poder podem superar-se, mas a velhice não. O seu efeito pode ser retardado, mas nunca vencido.
Tradução feita por mim de frases de Carlos Castaneda em "Las enseñanzas de Don Juan".
"...without Music, life would be a mistake."
Nietzche
"...Music was invented to confirm human loneliness."
Lawrence Durrek
"...Music is the shorthand of emotion."
Tolstoy
"...Music expresses that which cannot be said on wich it is impossible to be silent."
Victor Hugo
Platão
"...a painter paints pictures on canvas, but musicians paint their pictures on silence."
Leopold S.
"...Music can name the un-nameable, and communicate the unknoable."
Leonard Bernstein
"...in the end, i think of music as saving grace for all humanity."
Henry Miller
"...Music is well said to be the speech of angels; In fact, nothing among the utterances allowed to man is felt to be so divine, it brings us near to the infinite."
Thomas Carlyle
Aconteceu subitamente algo de profundamente estranho durante a viagem mais marcante da minha vida. Não consigo perceber totalmente porque iniciei esta viagem, mas a determinada altura soube claramente que estava destinado a percorrer um estranho caminho denominado Caminho de Santiago.
Como acredito em "sinais" e foram tantos os sinais que me apareceram durante um longo período de tempo, que apenas me resignei a cumprir o que sentia como algo que teria mesmo de realizar.
A certa altura da viagem a realidade e o imaginado tornaram-se numa teia intricada no qual tudo passou a estar ligado. Todos os acontecimentos passaram a ter um sentido muito mais profundo. A própria vida não apresentava limites ilusórios e o espaço e o tempo passaram a ser apenas insignificantes dentro de um mistério superior a tudo o que me rodeava. Uma espécie de "consciência universal" fazia-me ter uma espécie de sensação de paz e permitia-me comunicar facilmente com tudo o que me rodeava. Senti um entusiasmo enorme e uma ligação sensorial que me acompanhou até ao fim da viagem e abriu-me as portas para experiências fabulosas.
A recordação desta dádiva que me foi transmitida persiste e estará sempre presente em mim pela vida fora. A minha vida nunca mais foi (nem será) a mesma depois desta experiência e os meus dias passaram a ter um propósito diferente. Os obstáculos terríveis e dolorosos inerentes à existência humana passaram a ser fácies de interpretar e a maioria dos obstáculos deixaram de ser demasiado difíceis de ultrapassar.
Entendi a dádiva que me foi concedida ao entrar em contacto com uma fonte de energia diferente e que sempre existiu dentro de mim. A partir daquele momento soube que tinha o dever e a alegria de utilizar aquela experiência de uma forma positiva na minha vida diária.
Esta experiência transcendental foi apenas: ir um pouco mais além, fazer um salto sensorial, expandir a mente de forma a elevar a percepção daquilo que me rodeava. Em vez de apenas me regozijar com a oportunidade de estar vivo, consigo agora manter-me muito mais atento a tudo aquilo que cada nova situação me proporciona.
Como todos os seres humansos, também busco o prazer, conforto e segurança e isso sempre me fez fechar a experimentar conviver com um estado de espírito superior. Esse estado de espírito sempre existiu dentro de mim e acaba por ser muito mais vasto do que a própria realidade. Passei muito tempo a desejar muito mais "do que quer que seja", mais dinheiro, mais reconhecimento, mais sexo, mais conhecimento, mais dinheiro, mais liberdade. Descobri que tinha tudo isso e muito mais. Aquilo que não tinha também não me fazia assim tanta falta! A certa altura reavaliei o rumo da minha vida e decidi mudar de direcção e faço-o decididamente e lentamente. A mudança é praticamnete imperceptivel mas aconteçe a cada dia que passa.
A segurança, a riqueza, o prazer, o poder e até mesmo a sobrevivência podem ser uma consequência do que faço, mas nunca serão a meta que me proponho atingir. Procuro apenas sobreviver ao próximo dia, ao desamor, ao desafecto, ao mundo, ao tédio, à frustração, ao ciúme, ao pavor e à violência. Encaro a sobrevivência como uma tentativa constante de equilíbrio na minha vida, vivendo intensamente e apaixonadamente todas as experiências gratificantes que me surgirem pela frente.
A orientação que sempre procuro, funciona como uma bússola onde diariamente tento perceber melhor a minha ligação com o universo e tento estar mais alerta para aquilo que realmente sou, sentido intensamente o pulsar da vida.
Adoro navegar no desconhecido, não me preocupando demasiado com a produtividade que a qualquer custo me procuram impingir. Abomino o consumismo desenfreado e procuro com o contacto com a natureza, ensinamentos que o ser humano aprendeu há muito tempo e que se vai esquecendo com o passar vertiginoso do tempo.
Há muito mais para ver, sentir, cheirar, aprender, experimentar do que aquilo que nos é oferecido pela televisão, centros comerciais e livros meramente intelectuais. Existe vida a desenvolver-se por todas as partes e acima de tudo dentro de nós, e ela vai infinitamente além daquilo que percepcionamos e pensamos superficialmente. A vida vai além das nossas dores e ocupações, das nossas crenças e dilemas, dos nossos prazeres e medíocres identidades. Ela apenas quer que a amemos, que nos abramos para ela, que abramos a porta dos nossos conceitos empoeirados para novas realidades. A vida apenas espera por nós sob o véu espesso da inconsciência.
Ao percorrer um longo caminho descobri tudo isto e muito mais... Descobri que tinha o poder de percorrer longos caminhos e paisagens sem medo e sem angústia. Com a paz que encontro na natureza que ladeia o meu caminho, aprendi a ceder às forças da natureza. Cedendo descobri a magia de viajar despojado de ... tudo ... até mesmo de preconceitos, seguindo apenas o caminho do sol, da lua e das estrelas.
Substitui grande parte dos meus "porquês" por aquilo que aprendi no dia a dia simples de caminhar ao ritmo certo ... ao ritmo do meu corpo. Aprendi a ver setas e sinais nas estrelas quando olho qualquer céu.
Existirá sempre um caminho misterioso presente na minha vida e que nunca se afastará da minha alma...
No one can make you feel inferior without your consent.
Eleanor Roosevelt
Great spirits have always encountered violent opposition from mediocre minds.
Albert Einstein
A man sees in the world what he carries in his heart.
Goethe
Change your thoughts and you change your world.
Norman Vincent Peale
Those who love peace must learn to organize as well as those who love war.
Dr. Martin Luther King
The only way to have a friend is to be one.
Ralph Waldo Emerson
The best and most beautiful things in this world cannot be seen or even heard, but must be felt with the heart.
Helen Keller
Carimbadela: Ideias, Pensamentos
Vou continuar a sonhar, porque acredito que vou viver o que sempre sonhei
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 08:15:00
Fui até à Serra da Estrela no Sábado passado e encontrei um amigo que supostamente deveria ter ido comigo numa viagem que fiz recentemente ao Brasil e não foi.
Em tempos falámos sobre a ida ao Brasil e embora nunca fale com ele regularmente, sempre vi o nome dele na lista de inscritos numa competição de Parapente onde supostamente iríamos ambos participar. Por uma estranha razão, nunca nos comunicámos durante os cerca de dois meses que antecederam a viagem. A certa altura assumi que ele teria desistido!
Quando o encontrei no sábado passado ele veio agradecer-me por lhe ter proporcionado uma das mais fascinantes experiências da sua vida. Aparentemente ele não foi ao Brasil porque após a nossa última conversa, não conseguiu tirar da cabeça a ideia de percorrer o Caminho de Santiago uma vez mais. Nessa ocasião ele contou-me que fizera o Caminho Português motivado por mim e aparentemente não conseguiu resistir a fazer sozinho em bicicleta os 850 kms do Caminho Francês.
Ele não me contou, mas consegui perceber (intuitivamente) que ele encontrou algumas das respostas que procurava ao percorrer este caminho .
Está agora a planear um terceiro Caminho de Santiago e eu também ando a juntar informação (à mais de um ano) para percorrer um novo caminho... A rota que ele pretende seguir é exactamente a mesma que eu ando a estudar e é o Caminho primitivo de Santiago (pela costa do Norte). Ele falou-me em fazermos juntos, mas eu disse-lhe que o meu caminho era algo que eu tinha de percorrer sozinho e ele (melhor que ninguém) compreendeu a minha necessidade… Compartilhei toda a informação que tenho e já andamos ambos a sonhar com os cerca de 1000 kms que iremos eventualmente percorrer um dia destes em bicicleta...
Na estranha e deslumbrante teia da vida, os verdadeiros sonhos, aqueles nos quais a nossa alma e o universo aparecem em total sintonia nunca desaparecem. Esses sonhos ficam por vezes disfarçados ou mesmo em estado latente, mas acabam por regressar mais cedo ou mais tarde. Eles aparecem para nos ajudar a evoluir, crescer, ensinar e viver a plenitude daquilo que somos. Eles trazem consigo uma semente de magia que deve ser alimentada com intensidade, carinho e persistência através das nossas acções e do tremendo poder de nossa fé. Os sonhos abrem-nos as portas para fantásticos desafios, incomensuráveis belezas e frutos inesperados.
Para tornar os sonhos em realidade basta: "Estar com os pés bem assentes no ... céu"!
Zuco 103 - Tales of high fever
Samim - Heater
Não é possível falar de transcendência sem falar de poesia. O que nos faz poder ver e sentir a força do oceano no olhar da pessoa amada? O que pode nos despertar para a preciosidade de cada momento que passa, que é absolutamente único e não volta nunca mais da mesma forma? O que nos fará compreender qual o melhor rumo para a sociedade e aquilo que realmente importa na vida humana? Hoje em dia a física confirma o que antigos textos de sábios e mestres espirituais já afirmavam, que a solidez do mundo é apenas aparente e ilusória. Durante muito tempo a ciência somente investigou a natureza e os processos naturais fazendo uso da óptica racional e desconsiderando a influência do observador sobre o objecto observado. Mas isso está a mudar.
A mente humana está a expandir-se e, juntamente com ela, o universo está a ficar maior. A verdadeira e honesta observação daquilo que é real tem que incluir e ser consciente da subjectividade daquele que a realiza, inseparável do resultado final daquilo que é pesquisado. O factor subjectivo é aquele que determinará tanto o foco escolhido numa pesquisa científica quanto o direcionamento que damos individual e coletivamente às nossas vidas e, em última instância, ao destino da humanidade.
Quem somos nós profundamente, o que queremos alcançar, onde queremos chegar, qual é o nosso verdadeiro propósito? Até que ponto aquilo que pensamos, sentimos e com que sonhamos pode influenciar e modifica efetivamente a realidade à nossa volta? Será que o nosso estado mental durante as ações do quotidiano é importante? Essas são questões fundamentais que temos que nos perguntar se quisermos sair do piloto automático e participar conscientemente da criação de causas que surtam efeitos saudáveis e ajudem a tecer um futuro melhor para nós e para quem está à nossa volta. Ao pararmos e ousarmos questionar-nos sinceramente damos início a um novo e urgente movimento. Trata-se do despertar da unidade e da emergência da poesia.
Aborígenes australianos acreditavam que o mundo era uma manifestação de sonhos da dimensão espiritual que tinham que ser “lidos”, invocados e cantados em linhas musicais para poderem tomar uma forma física. Xamãs toltecas e diversas sabedorias ancestrais falam igualmente da imprescindível aprendizagem da arte de sonhar o mundo. Se olharmos atentamente e durante bastante tempo para o universo no qual vivemos, saberemos reconhecer a conexão dos devaneios e sonhos com tudo aquilo que existe. Não há nenhuma casa ou instituição, nenhum objecto ou projeto, nenhuma descoberta científica, nada que seja feito pelo homem que não seja fruto dum sonho, um devaneio, uma idéia, um conceito.
O mundo concreto e material nasce, por assim dizer, do mundo abstracto e imaterial. Nós somos, por natureza, criadores compulsivos de nossa realidade e na maior parte das vezes não temos consciência disso. O grande desafio que enfrentamos hoje como espécie é o de aprender a sonhar um mundo melhor. Precisamos entender que os sonhos são a base de nossa realidade, que eles nascem de uma fonte ilimitada, que temos não somente a capacidade natural como também a responsabilidade de “traduzir” este inato potencial energético numa linguagem que nos ligue e nos faça evoluir, na criação de uma realidade material mais dinâmica e harmônica. O livre arbítrio apenas pode existir a partir do momento que não sucumbimos mais de forma passiva ou indiferente àquilo que existe, mas que nos entendemos como partes activas da criação de tudo aquilo que percebemos com os nossos sentidos.
Criar um novo mundo é uma tarefa poética. Ao escrever isso, refiro-me a mais alta poesia, inerente à dança perfeita dos átomos entre si, aquela que possibilita a multiplicidade de organismos, as fabulosas e inumeráveis manifestações da vida. Podemos ver oceanos que nos atraem e ligam aos olhos da pessoa amada, mas também conseguimos ver furacões, precipícios e abismos pavorosos que nos fazem fugir dela. Nosso olhar é o grande criador ou destruidor dentro de uma história de amor, na nossa jornada pessoal e também em toda a nossa trajectória humana. Ao vermos um mundo vil e acreditarmos que a desonestidade e a corrupção fazem parte da essência humana e, por consequente, são características perenes e imutáveis, tornamo-nos seres paranóicos que estão constante e desesperadamente tentando proteger-se e defender dos possíveis perigos que nos circundam. E por mais que corramos, sempre acabamos sendo atacados e nos tornando vítimas dum mundo cruel que ajudamos a projectar.
Não se trata de colocar lentes cor de rosa e fechar os olhos para todo o mal que acontece. Não é isso. Entretanto, se queremos sonhar bem e de forma impactante, é imprescindível acreditar que somos essencialmente mágicos e capazes de criar um mundo melhor. É inadiável começar a ser melhores desde agora. Não há descanso no trabalho espiritual. Temos que descobrir como pensar, sentir, olhar, sonhar melhor. Creio já ter mencionado em outros textos que, etimologicamente, a palavra “respeitar” vem do latim “re-spectare”, olhar de novo. É isso que temos que fazer. Respeitar a vida. Olhar sempre de novo para ela.
Felicidade e sofrimento são interpretações da realidade. Somos nós que atribuímos valor aos acontecimentos, à dor e ao prazer que eles provocam. O caminho espiritual chama-nos para ir além dos estados dolorosos e prazerosos, compreender que eles são apenas etapas, versos de nosso poema. Temos que organizá-los na nossa estrutura emocional de forma a não obstruir o fluxo da nossa criação, subordiná-los a um propósito maior, sempre mantendo a visão da obra-prima, daquilo que queremos manifestar com a nossa caminhada sobre a Terra. Ou seja, perguntemos a nós mesmos que tipo de políticos queremos ver no poder, com que tipo de amantes, parentes, amigos, vizinhos, cidadãos desejamos relacionar-nos? Ao invés de esperar que eles “apareçam” ou simplesmente sejam de acordo com nossas expectativas, sejamos aquilo que esperamos dos outros.
Pode parecer impossível, mas a lei da vida é de uma clareza exuberante. Somos projectores de energia e a realidade é o filme que projectamos, o espelho límpido dos nossos sonhos e de quem somos. Por tudo isso, sejamos poesia. Não apenas naquilo que falamos ou escrevemos, mas acima de tudo em como caminhamos pelos nossos dias, em nossa compaixão, em como olhamos para a vida e para a natureza, como respeitamos o próximo e reverenciamos tudo aquilo que existe.
Acreditemos e busquemos os grandes sonhos, aqueles que sonhávamos quando crianças. Sejamos fiéis a eles. Qual criança não sonha com um mundo melhor? Vejamos nossos sonhos evaporando, condensando-se como grossas nuvens e chovendo belezas, espanto, alegria, verdade, amor, religiosidade, criatividade, sobre tudo aquilo que vive. Sejamos a chuva permanente e abundante, o maior dilúvio de todos os tempos, sejamos nós aquela mística e sensual ressaca dos olhos amados e arrastemos a humanidade inteira nas gigantescas ondas de nossa fé inabalável.
Texto de: Antonella Sigaud
Ás vezes sentimos-nos isolados no mundo, como se não fizéssemos parte de toda esta engrenagem chamada vida. Muitas são as perguntas que fazemos para tentar compreender o sentido real das coisas, questionamentos internos são constantes como uma enxurrada de água em plena chuva. A nossa mente é o palco de pensamentos inquietantes quando se trata de “Felicidade”. A ansiedade torna-se companheira, pois alguém nos fez crer que precisávamos ser completamente felizes, e passamos a acreditar piamente nessa “Verdade”. Buscamos através de directrizes externas algo que preencha os nossos espaços internos e passamos a ir de encontro a sonhos e ilusões na esperança de encontra-la. Às vezes temos sorte de traçarmos objectivos, de termos uma ajudazinha do Universo, e eis que “lá está ela, bem diante do nosso nariz”. Como num passe de mágica deparamos-nos com o nosso produto de consumo: "A FELICIDADE". Ela é maravilhosa: faz com que nos sintamos as pessoas mais sortudas do mundo. Ela nos deixa completamente extasiados. Não importa o porquê ou quem nos proporcionou esta sensação, o que importa é que aconteceu e tornou-se real. E isso deveria tornar-nos os seres humanos mais completos e FELIZES à face da Terra. Vocês acham que é redundância? Que é mero trocadilho? Enganam-se! Deveria ser, mas parece que a Felicidade é uma conquista tão rara, que o instante mágico passa e somos engolidos de novo por outros problemas, outras expectativas, outras paixões, outros amores e por aí vai. O vazio torna a engolir-nos; a mente continua como o nome diz, a mentir, e de novo, passamos a buscá-la como algo irreal e inalcançavel. Por quê, pergunto-me, simplesmente não aceitar a vida como ela é, buscando melhorar, crescer, evoluir, tentando acreditar que ser Feliz é simplesmente viver. Vocês já imaginaram quantos milhões de almas gostariam de estar a viver está experiência material chamada Vida? Ou acham que estamos aqui, porque Deus gostou da nossa cara? Precisamos acordar. Vivemos na dualidade, somos bons e maus, perfeitos e imperfeitos, anjos ou demônios, não importa. Se hoje és feliz, parabéns. Se não consegue ser feliz, vê o que está a faltar, percebe o que esperas de ti mesmo e da vida. Deixa de te sabotar, acreditando que a Felicidade não te pertence. Saí do medo, vive e deixe os outros viverem. Deus criou-nos para sermos Felizes, desde que assumamos as nossas responsabilidades. E olhem que a responsabilidade é para conosco. É para o nosso próprio crescimento. Agora deixo-vos a reflectir e vou em busca da minha própria receita, afinal também sou filha de Deus.
Texto de: Magaly Delgado
A não esqueçer
Quanto mais verdadeiro for o que digo e faço, mas fácil será alcançar o que quero.
O perigo e o prazer
Muitas vezes andam de mãos dadas.
O raciocínio lógico leva-me de A a B
A criatividade leva-me a qualquer lugar.
Para que uma relação resulte
Não me arrependo dos momentos de sofrimento
Carrego as minhas cicatrizes como se fossem medalhas.
Quando consigo o que quero...
Será que ainda quero o que consegui?!
O mundo é redondo
Por isso aquilo que às vezes me pode parecer o fim é afinal o princípio.
Aprendi a não confundir o "Amor" com o "Delírio da Posse"
Porque o instinto de propriedade é o contrário do amor e faz sofrer...
O amor não correspondido é ridículo
O amor correspondido é a mais sublime forma de ridículo.
A vida é uma música
Uma melodia diferente a cada dia, mas a mesma canção de sempre...
Indiscrição
Todo o amor ou amizade começa por uma pergunta indiscreta.
Pergunta sem resposta
Porque é que este sonho absurdo a que chamam realidade não me obedece como os outros que trago na cabeça?
Francesices
Um Divant bom, não é a mesma coisa que um Bon Vivant!
Na vida
Preciso passar por todas etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim.
Do que a certeza das coisas que são ditas sem palavras.
Coração fechado
Quando o coração se fecha, faz muito mais barulho que uma porta...
Verdade
Se não viver no futuro hoje, viverei no passado amanhã.
Carimbadela: Ideias, Pensamentos
American Beauty (o final)
Por vezes este macho dá por si a pensar: Mas porque razão gosto tanto de fêmeas?
Seria infinitamente mais fácil se não gostasse tanto de fêmeas!
E depois...
Avaliando o seu comportamento de macho, sente-se tentado a dizer que: Só por um acaso muito grande é que um dia poderá vir a ter uma vida em comum com uma fêmea e mesmo assim conservar a chamada sanidade mental.
Ora vejamos: Este macho acaba de passar por uma decepção de amor (não correspondido) e decide que a partir desse momento, se comportará como um animal vivendo exclusivamente para saciar os seus vorazes apetites, deixando para trás a sensibilidade que o convívio diário (mesmo que distante) com uma fêmea lhe proporcionou. No entanto e estupidamente continua a querer ter um convívio diário com uma fêmea, sempre diferente, mas diário.
Este macho acaba na primeira cama que lhe aparece, comemorando a sua liberdade, perdendo toda a capacidade de escolha e exigência no tocante às pessoas por quem se apaixona perdidamente até... até... à manhã seguinte. Tudo isto apenas para descobrir que se enganou e... final de mais uma breve história. A seguir a esta história, o macho torna-se actor de outras histórias com desfechos idênticos...
O macho em questão, partiu (recentemente) para uma viagem onde sabia exactamente que iria mergulhar num turbilhão de emoções. Durante a viagem gozou de momentos sublimes de prazer ao conviver intimamente com diversas fêmeas maravilhosas, desfrutando de prazeres carnais intensos com algumas delas. O macho tenta agora perceber, se o desaparecimento repentino é o reverso de um aparecimento brusco. É um mero exercício que não traz grande consolo. É como tentar calcular o vazio a partir dos contornos do buraco, mas ao olhar para dentro não há buraco, apenas existe o vazio.
A vida deste e de outros machos modernos contradiz aquele velho pensamento de Lao Tse que diz: “quem renuncia ao que está perto, ganha o que está longe”, porque hoje o perto, o imediato, é o que mais parece contar. O que está longe, seja isso a credibilidade ou a dignidade está demasiado longe para que valha a pena? Como imperfeito que é, por vezes este macho sucumbe e perde-se propositadamente para procurar reinventar-se de novo...
Os machos modernos (onde este macho se inclui) são demasiadamente estúpidos para perceber que a ideia da coisa não está na arte de caçar, mas sim em não querer perceber nada do assunto e assim não perder a capacidade de se surpreender... E depois, assim a partir do nada, encontra fêmeas que o deixam sem palavras... e nesse silêncio elas dizem afinal, tudo!
Estranhamente ou talvez não, este macho tem óptimas relações com as fêmeas!
Bem, se calhar é um exagero dizer que são óptimas relações, se calhar são só boas relações. Por outro lado, é habitual que as fêmeas com quem este macho se relacionou no passado o contactem a contar que se vão casar, outras ligam a dizer que estão apaixonadas por alguém, e outras ainda contam que as relações delas acabaram.
Ele é apenas mais um macho que teve muito azar aos “amores”. Esta espécie de relação de "amigo mais velho" que desenvolve com as “ex-fêmeas”, resulta do facto de quando as coisas se complicam ou acabam, ele é um macho (brutalmente) directo com elas. Em vez de arranjar subterfúgios acerca de problemas que as ultrapassam, prefere um “olha desculpa lá mas já não tenho vontade de estar contigo”. Para este macho, a sinceridade é a mãe de todas as harmonias e é a melhor forma de todas as despedidas.
Após ler algumas mensagens de pessoas a que apelida de "especiais" e que passaram recentemente pela sua vida, ele constatou que quando este macho olha para trás, não vê separações que envolvam gritos, discussões e cortes definitivos. Ao invés, este macho torna-se frequentemente numa espécie de amigo das “ex-fêmeas”. Isto leva-o a concluir que deve ser um macho cabrãozinho ... ou talvez mesmo um macho “Cabraozão Sincero”.
Enquanto macho, sabe o que quer ser, e não faz nada para o esconder, conseguindo ser o pior dos namorados e tendo a capacidade de se tornar no melhor dos confidentes quando as coisas dão para o torto.
A pior coisa que pode acontecer a este macho é: descobrir que foi feliz mas... não sabia!
Carimbadela: Fotografias, slideshow
Palavras não exprimem a emoção que sinto...
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 07:39:00Vou partir dentro de algumas horas para um lugar que "faz parte de mim" e onde me sinto (estranhamente) como na minha própria casa. A paixão que tenho por este lugar distante é dificil de traduzir em palavras! Nas próximas semanas vou andar por lá a aproveitar a felicidade das coisas simples e mágicas, tentando viver intensamente dentro do meu próprio sonho acordado ...
X-Ceará 2007 Website Oficial
X-Ceará 2007 Blog pessoal
Os videos seguintes foram feitos por mim o ano passado, nesse local do Sertão Nordestino, mais concretamente em Quixadá (estado de Ceará, Brasil).
Porque razão temos que esconder um sentimento tão positivo, tão imprescindivel e completo como o amor!? Porque razão temos que fingir não amar, fingir não desejar, se o sumo da vida é isso mesmo, o amor! Porque mentimos ao mundo e muitas vezes a nós próprios que o amor só nos dificulta o caminho... que o amor só nos faz sofrer... que não queremos amar novamente depois de uma decepção... isso são tudo mentiras em que queremos acreditar, mas a verdade é que podemos viver rodeados de tudo mas na verdade o essencial é o amor, na realidade é dele que somos feitos é dele que respiramos é por ele que suamos, caimos, acreditamos, erramos e aprendemos! Quando não o temos por perto, dentro de nós ele faz-nos falta, tanta falta que em alguns casos é substituido por um escudo em forma de amargura... Mais vale cair por amor, do que morrer sem saber o seu sabor, sem saber o que seria viver nem que fosse um dia tudo o que se vive e sente quando se ama, mesmo quando não somos amados. Porque razão se tornou a palavra amor tão descartável, tão duvidosa em toda a sua plenitude!?Na verdade quem ama é mais feliz, quem ama deveria viver esse amor em toda a sua totalidade, quem ama foi abençoado e muitas vezes nem se dá conta desse tesouro que não brilha como o ouro, mas que nos faz brilhar como o sol.
Autor desconhecido...
Esta ficou de tal maneira entranhada que teima em largar-me...
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 11:28:00Linkin Park - Shadow of the Day
O Caminho Tenebroso
Ás vezes ela se abate sobre nós como uma avalanche, destroçando-nos como uma bomba, condenando-nos ao padecimento e, por fim, nos soterrando sob nossos próprios escombros. Outras vezes ela chega de mansinho, entra pela porta dos fundos, sem bater, instala-se em nossas células, alimenta-se de nós e começa a crescer em surdina. Quando nos apercebemos, já é tarde demais. Nossa vida muda de um dia para o outro, nossas certezas evaporam e a sombra do medo se deita sobre nossa realidade. O nome dela é doença e ela é um dos vários caminhos tenebrosos que podemos nos ver obrigados a trilhar em nossas vidas.
Muitos são eles, mas sempre que, por infortúnio ou inconscientes escolhas, nos descobrimos afundando na lama, nossa primeira reação costuma ser uma rejeição sistemática da situação na qual nos encontramos e um esperneio histérico que não nos ajuda em nada, apenas nos mata mais rápido. Outros, os guerreiros, geralmente menos suicidas e mais sábios com o pouco ou muito tempo que lhes resta, resolvem investir toda a energia em tentar sobreviver. Nesta luta pela sobrevivência, a proximidade do fim se torna o combustível que os impele a seguir lutando e a morte se revela companheira e conselheira.
Entre os sobreviventes a curto ou longo prazo, alguns se viciarão na experiência dolorosa. São aqueles que estão sempre namorando com o inferno e se alimentam da dor. Eles não acreditam na felicidade ou, se acreditam, ela está sempre em um acontecimento isolado e transitório, em algum lugar do passado ou futuro, raramente ali onde eles se encontram naquele exato momento. São os hipocondríacos, as eternas vítimas, os viciados em prazer, os donos da verdade, os vampiros, os magos negros, os orgulhosos, os covardes, os frustrados, os aproveitadores, os manipuladores, e todos aqueles que, direta ou indiretamente, insistem em sofrer e fazer sofrer.
Outros guerreiros, um pequeno grupo de bravios desbravadores, terão talvez a preciosa oportunidade de se perguntar como é que foram entrar nesta fria. Se eles não se contentarem com a tediosa, rápida e infértil explicação de que se trata do puro acaso, quem sabe eles iniciem sua primeira grande jornada espiritual. Não é preciso estar nas trevas para começar a pensar na importância da luz, mas muitas vezes é isto que acontece. Precisamos daquela escuridão que incapacita nossa visão para percebermos que podemos ver de outras maneiras, que é possível olhar para dentro. E mesmo que não estejamos em uma situação muito ruim, voltar-se para nosso interior é sempre um caminho tenebroso.
É necessário estar cansados de dar a culpa aos outros e ao mundo e é imprescindível ter coragem. Pois não somos quem pensamos ser. Somos imensamente maiores do que imaginamos. Infindos, fantásticos e grotescos, somos inexplicáveis. Mas nosso primeiro dever de criaturas magníficas é descobrir nossas ilusórias limitações e transgredi-las. Não há progresso sem transgressão, ouvi dizer, e é verdade. Encontrar um muro emocional, reconhecê-lo, não aceitá-lo, desenhar uma passagem, atravessá-la com a certeza de que sobreviveremos e que somos capazes de criar um novo universo além dele, isto é evoluir. Pouco importa o que acharemos do outro lado, o importante é fluir rumo ao desconhecido, é navegar na imensidão.
Paremos e perguntemos: quais são os muros? E descubramos seus furos. Não há nada de permanente, tudo é mutável e mutante. Apenas aquele que compreende isso é capaz de aproveitar plenamente seu inato potencial de ser criativo e criador. Há inúmeras oportunidades para fazer isso, mas elas só se apresentam para aqueles que não têm medo de caminhar no escuro.
Fulana está deprimida, se considera uma pessoa triste e acha que a vida é um fardo. Um dia ela resolve abandonar sua cidade, tudo aquilo que faz, que a entedia e em que, por condicionamento ou por inércia, ela acredita, e se aventura a ser diferente do que sempre foi. Depois disso, ninguém nunca mais a ouve falar em depressão. Sicrano tem uma vida confortável, é casado, se orgulha de ser forte, “mulherengo” e adora ter casos extra-conjugais, mas sempre sente um estranho vazio que não sabe explicar. Um dia ele ousa mudar tudo e abrir o jogo. Ele se separa, encontra outra mulher, se apaixona de uma forma que nunca pensava ser possível, e se arrisca na aventura de conhecer sua própria fragilidade e ser fiel à mulher amada. Uma felicidade desconhecida emerge de dentro dele. Beltrana é casada, ama o marido, mas um belo dia ela se apaixona por outro. Sem saber como lidar com o fato de que está amando dois homens, ela tem a louca e perigosa idéia de dizer a ambos, marido e
amante, que quer ficar com os dois. Ela o faz e, por incrível que pareça e por amor, eles aceitam a história. Em meio ao aparente drama polígamo, os três descobrem que o amor não tem forma e que são capazes de amar muito mais do que pensavam. Não se trata de histórias fictícias. São verídicas, aconteceram de fato e eu testemunhei. E há histórias conhecidas como a de um assassino que virou monge e se iluminou, de uma mulher que venceu batalhas porque ouvia vozes, de um estudante reprovado em um exame de admissão a uma universidade que depois se tornou um gênio da física, e muitas mais. Todos os grandes homens e mulheres que conhecemos e desconhecemos são pessoas que não se acomodaram nem se curvaram a seus próprios padrões emocionais de raiva, ignorância, orgulho, mesquinhez, inveja. Eles aceitaram o desafio de mudar a si mesmos e, assim, recriaram sua própria realidade, apesar dos obstáculos que tiveram que superar e provavelmente também graças a eles.
O caminho espiritual não está além das trevas. Luz e escuridão, dor e prazer, vida e morte, tudo isso faz parte de nós. Tudo acontece lá fora e acima de tudo aqui, em nossas profundezas, e é possível captar isso quando arriscamos viajar em nós mesmos. Nossos pensamentos e emoções são nuvens, mansas ou velozes, doces ovelhinhas ou monstrengos relampejantes, nos descortinam paraísos e infernos. Não precisamos voar com elas rumo à inevitável extinção. Podemos começar descobrindo que não somos feitos apenas daquilo que pensamos e sentimos, somos bem maiores que isso. Depois, podemos observar que as nuvens são vapores de água que correm os céus, mas também se convertem em chuva que percorre a terra, gelo que derrete ao sol e vida nos lábios de quem tem sede. Ao estudar as nuvens nos transformamos no firmamento, que as abraça e as vê passar, depois nos tornamos o universo, que as sustenta, sem fazer diferença entre as nossas nuvens e as dos outros, as estrelas e os meteoros, o
dia e a noite. Por fim, despertamos para a beleza essencial da vida, que a tudo tece, e compreendemos que quaisquer caminhos, sejam eles luminosos ou tenebrosos, como tudo aquilo que existe e nós mesmos somos apenas feitos de vida em movimento. Vida que pode ser pavorosa ou sublime, estar em tragédia ou arrebatamento, vida bandida ou florida, mas, sobretudo e além de tudo, vida.
Texto escrito por Antonella Sigaud
O sonho de alguém é perpetuado por muitos sem o saberem...
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 08:36:00
Por vezes as pessoas nem imaginam porque razão certas coisas foram criadas e qual o motivo por trás delas. Faço parte de uma Associação de Voo Livre criada a partir dum sonho (partilhado por muitos) de alguém que já partiu para um "novo recomeço", mas que deixou saudade a quem o conheceu! O Jorge do Magoito era um alegre gigante (com os seus cento e muitos kgs de generosidade e muito metros de altura de simplicidade) e tinha um coração muito maior ainda! Quis o destino que a certa altura da sua curta vida, mergulhasse numa derradeira onda enquanto fazia um dos muitos desportos que o libertavam que era o Surf. Mergulhou no azul e por lá permanece a observar a plenitude da vida que ele tão bem conseguiu saborear nos pequenos detalhes ...
Do sonho comum de várias pessoas em agrupar os interesses de voar livremente surgiu a Associação do Voo Livre de Sintra que comemora hoje 10 anos de existência. Muitos dos actuais membros nunca tiveram a sorte de conhecer o Jorge, mas quem o conheceu sabe que foi ela força motriz que fez com que esta Associação nascesse e foi ele que conseguiu que ela existisse durante vários anos. Aqui fica um breve resumo da minha tentativa de prepetuar a história da AVLS!
Resumo da História da Associação do Voo Livre de Sintra
No dia seis de Novembro de 1997, era fundada Associação do Voo Livre de Sintra. Os dez elementos fundadores, a maior parte deles praticantes de parapente, davam assim o primeiro passo para introduzir na região de Sintra uma actividade desportiva relativamente nova.
O crescimento meteórico da Associação nos dois primeiros anos, revelou uma grande motivação dos praticantes locais; chamou a atenção para a importância que esta zona viria a adquirir num movimento de forte desenvolvimento desta modalidade a nível nacional.
Em 2000 a AVLS conjuntamente com a Federação Portuguesa de Voo Livre (FPVL) e Câmara Municipal de Sintra (CMS), organizam a Reunião Anual da Comissão Internacional de Voo Livre (CIVL), autoridade máxima do Voo Livre no seio da Federação Aeronáutica Internacional (FAI). A Associação de Voo Livre de Sintra tornou-se nessa altura um ponto de referência visível desta prática desportiva no nosso país. Seguiram-se anos em que o reconhecimento deste facto foi bem visível, através das inúmeras solicitações para enquadramento de actividades organizadas por escolas, clubes e as mais diversas entidades.
A partir de 2003 um novo impulso foi dado através da chegada de uma nova direcção e adesão de novos praticantes à Associação, resultado do esforço de formação de novos pilotos nas diferentes práticas do voo livre.
A história desta jovem Associação continua a escrever-se diariamente e a marcar um lugar de destaque no âmbito do Voo Livre Nacional. Novas fronteiras têm vindo a ser alcançadas e novos desafios atingidos por uma equipa diversificada de indivíduos que vivem intensamente a sua paixão pelo Voo Livre. Por outro lado, nesta jovem Associação acreditamos fortemente em comunicação como uma ferramenta para o desenvolvimento, e um modo para compartilhar o espírito de voar. Contamos entre os nossos membros com pessoas criativas, aventureiras e pilotos apaixonados pela arte de voar e com o desejo entusiástico por quebrar os limites e construir coisas novas.
Com as eleições de uma nova direcção em 2006, novas caras surgiram, motivados e dispostas a dar continuidade ao bom trabalho da direcção anterior, algo cada vez mais raro no Associativismos dos nossos tempos. Ao nível do associativismo foram criadas todas condições para que neste momento, a AVLS seja uma estrutura sólida e bastante dinâmica, para puder dar uma resposta a todos os objectivos a que se propõe para o futuro.
Em 2007 chegou o momento de partir para uma aposta ainda mais arrojada em termos de futuro. Criar uma Equipa de competição foi a grande aposta da AVLS. A aposta na vertente desporto de competição só agora foi possível, contando com o apoio de muitos dos atletas da associação, que mostraram vontade de integrar este grande projecto para o Ano de 2007 e seguintes. Com esta equipa de competição a AVLS conseguiu sagrar-se Clube Vice-Campeão Nacional de Parapente na época de 2007.
Ao fim de alguns anos de percurso, a Associação do Voo Livre de Sintra pode orgulhar-se do esforço daqueles que foram os protagonistas de histórias e imagens inapagáveis. Imagens e histórias que contemplamos muitas vezes com uma mistura de saudade e orgulho. Acontecimentos desportivos e humanos que honram o trabalho persistente de muita gente que foi construindo e aprendendo.
Ao olharmos para trás vemos participantes nas actividades organizadas, encontramos jovens a iniciarem-se no parapente, menos jovens a descortinarem o prazer de voar livremente, pilotos experientes e jovens arrojados.
Tudo isto obriga a que o futuro seja inventado com arrojo.
O destino da Associação do Voo Livre de Sintra resultará sempre da visão partilhada por todos os que nela trabalham e da capacidade para materializar novas ideias e projectos.
Junta as tuas meias às minhas… e torna os dias e as noites de Lisboa mais quentes!
0 Whariúthinqs? Vomitado por: Flyer Horas de prazer: 07:45:00
Adoro ser agradavelmente surpreendido com pequenos gestos que nos fazem sentir mais humanos, nem que seja por breves instantes. No meu emprego, todos os anos oferecemos presentes uns aos outros no Natal. É sempre um suplicio comprar presentes contra a minha vontade! Adoro oferecer presentes às pessoas de quem gosto nas alturas mais inesperadas, ou seja nas alturas em que sinto que elas merecem uma prenda ou nas alturas em que encontro objectos que devam pertencer a essa pessoa... Todos os anos fico na expectativa de que os colegas não me ofereçam absolutamente nada, pois sei que estas ofertas pouco ou nada significam para mim. Todos os anos acabo por cair na anormalidade de ir comprar à pressa presentes para os colegas e nunca me sinto satisfeito por sentir esta estupidificante obrigação social!
Este ano, uma colega teve a brilhante ideia de em vez de oferecermos presentes isentos de significado, poderíamos oferecer o nosso tempo e alguns objectos que podem fazer toda a diferença à vida de outras pessoas com carências diversas...
Eu disponibilizei-me a ofereçer dois míseros "dias de vida" a esta causa, bem como algumas meias, gorros e luvas novinhas e quentinhas! Aqui fica a informação, caso alguém esteja interessado em contribuir com algo?
Campanha - Junta as tuas meias às minhas… e torna os dias e as noites de Lisboa mais quentes!
Todas as noites ouvimos o mesmo pedido: Têm meias? Têm meias? Têm meias? Pegámos nestes pedidos e decidimos realizar esta Campanha: Junta as tuas meias às minhas… e torna os dias e as noites mais quentes! Objectivo – angariar 5000 pares de meias até à noite de Natal!Para quem estiver interessado em aquecer os dias e as noites - deixe um e-mail com o seu contacto!
Informações sobre as Meias:
- Tamanhos de adulto – que tanto dêem para homem, como para mulher;
- Preferencialmente escuras mas todas as outras são muito bem-vindas e muito agradecidas!
As Meias deverão ser entregues ou enviadas para:
Campanha – Aquecer Lisboa com Meias!
Comunidade Vida e Paz
Rua Domingos Bomtempo, nº 7
1700 – 142 Lisboa
Localizada aqui neste mapa
Queria pedir a TODAS as pessoas o favor de enviar um mail com o número de pares de Meias entregues ou enviados para a Comunidade Vida e Paz.
E a cada dia de “vida” que passa desta Campanha… mais consciência tenho de que vale a pena tentar fazer a diferença!
O que é a Comunidade Vida e Paz?:
A CVPaz é uma organização que apoia os sem-abrigo, com o objectivo de os reinserir como cidadãos participativos na sociedade. É uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) tutelada pelo Patriarcado de Lisboa e com sede em Alvalade. É de inspiração cristã, mas congratula-se com o facto de ter o apoio de imensas entidades e pessoas de diferente fé e diferente fundamentação humanística, que se lhe unem no sentido de prestar serviço à sociedade.
O que faz?:
Distribui comida e roupa pelos sem-abrigo de Lisboa todas as noites do ano, como forma de construir uma relação com estas pessoas, que permita conhecer a sua situação e ajudá-los ou encorajá-los a entrar no programa de recuperação. Este programa é realizado num dos três centros terapêuticos da Comunidade (Quinta da Toma, Quinta do Espírito Santo e Quinta de Fátima) e passa pela desabituação de substâncias, no caso de dependentes de álcool ou drogas, mas também e sobretudo pela aquisição duma nova atitude perante a vida e competências que aumentem a possibilidade de encontrar um emprego.
As Meias:
A campanha das meias surge da necessidade cada vez mais premente de angariar roupa para os sem-abrigo, numa altura do ano em que as temperaturas baixam e estas pessoas ficam mais expostas aos rigores do tempo. As meias serão distribuídas nas voltas da comunidade, mas são sobretudo necessárias para darmos aos convidados da Festa de Natal com os Sem-Abrigo 2007, da mesma forma que se dá outro tipo de roupa, todos os anos.
A Festa de Natal:
É o evento mais emblemático da CVPaz. Recebe mais de 2500 convidados ao longo de três dias, proporcionando, para além da comida e roupa e higiene, o conforto físico e emocional de que estão usualmente privados. Em 2007, o Natal realiza-se nos dias 14, 15 e 16 de Dezembro, na Cantina 1 da Universidade de Lisboa. As novidades deste ano incluem animação constante, um espaço maior e exclusivo para as crianças, e a possibilidade dos convidados tomarem um banho quente. Já estamos a receber inscrições de voluntários para a organização da Festa – no último ano foram cerca de 1000! As inscrições podem ser feitas online, em www.cvidaepaz.org . Mais informações sobre o Natal podem ainda ser pedidas pelo endereço de email: natal2007@cvidaepaz.org
Ficamos muito gratos por toda a ajuda, necessitamos de diversos produtos: leite, recheio para sandes (doce, manteiga, queijo, fiambre), roupa, calçado, sacos de cama, cobertores, roupa interior... tudo é muito agradecido!
Por tudo… e pelas Meias… Muito Obrigada!
Se necessitar de mais informação - por favor contacte-nos.
Muito Obrigada!
Comunidade Vida e Paz
Cheguei à conclusão que a minha vida dava um filme... mas ... fica bem mais barato fazer este blog. Não sei se esse filme seria de terror, cómico-trágico, sado-masoquista ou de acção? Possivelmente seria uma mistura de todos estes géneros e mais alguns ;-)
A certa altura da semana passada, tive de lidar com a morte alheia e isso fragilizou-me bastante por um lado e deu-me alento para me sentir mais vivo por outro. Por muito que não tema a morte, é sempre perturbador quando vejo alguém morrer em frente aos meus olhos e me sinto impotente, mesmo quando acredito que a morte acaba por ser “apenas um outro recomeço”. Infelizmente, a morte é algo que tem estado sempre presente na minha vida e que só me faz querer viver muito mais intensamente para continuar a ter o poder de a enganar!
A certa altura, consegui (também) esclarecer um dos muitos problemas sentimentais que me apoquentavam. O problema desapareceu tão rapidamente como surgiu! A pessoa que me dizia que eu não era um "Homem Inteligente" disse-me que aquelas palavras que me dirigiu não eram sequer dela e que não era aquilo que me queria transmitir. Estava incomodada por me ter enviado aquela mensagem e por estar a querer enquadrar-me num padrão de “homem manipulador” que existia na sua mente fruto de relacinamentos anteriores... Compreendi-a (mais do que ela alguma vez poderia imaginar) e pedi-lhe também desculpas, pois ninguém é totalmente inocente neste tipo de situações e também eu errei (e reconheço) ao longo deste processo.
Domingo, foi um “dia de sonho” para um masoquista com o eu e passo a explicar:
Desde que corri uma meia-maratona (20 kms) à algumas semanas atrás e me decepcionei com a minha performance, sempre achei que poderia fazer muito melhor. Tenho trocado ideias com amigos que fazem maratonas (40 kms) e eles deram-me umas dicas e eu tenho andado a tentar pô-las em prática. A dica mais importante (e que tem feito toda a diferença) foi a de que é necessário deixar o corpo descansar depois dos esforços. Andei a fazer treinos muito intensos, correndo 5-10 kms sempre que encontrava algum tempo, em seguida jogava ténis e noutros dias fazia natação. No meio disto tudo aconteceu uma paixão não correspondida e tive dificuldade em lidar com a situação e o resultado foi a perda de peso e um turbilhão emocional, mas até isso foi benéfico fisicamente. Sinto-me numa forma física excelente e aprendi a descansar o corpo, pois antes só me preocupava em treinar até à exaustão para esquecer os problemas ou para que estes se desvanecessem por si só.
No Domingo acordei muito cedo e fui correr um pouco ao som das minhas músicas. Entrei numa espécie de "transe" e quando me apercebi tinha corrido (voado) 10 kms a um ritmo impressionante! Como estava ainda fresco fisicamente, decidi esticar até aos 15 kms. O ritmo aumentou ainda mais e não havia sinais de cansaço e sentia uma paz interior enorme. Ok! Buga lá até aos 20 kms! Comecei a estranhar como era possível estar a correr daquela forma, sem muita preparação prévia, com uma noite mal dormida, etc... Terminei a minha corridinha e no final constatei que batera o meu recorde pessoal da meia-maratona em menos vinte! Fiquei satisfeito, mesmo que o meu tempo continue a ser apenas ligeiramente superior ao dum "caracol cansado". Senti-me estranhamente fresco depois de tudo isto e fui para o ginásio fazer uma série (de milhares) de abdominais, elevações, alongamentos, etc... Uma coisinha soft!
Em seguida apetecia-me voar, mas parecia que as condições não eram as ideais e fui para a piscina ler um livro que me sugeriram (Brida de Paulo Coelho) e nadar um pouco para relaxar. Fiz cerca de 30 piscinas só para relaxar... Entretanto a vontade de voar continuava na minha cabeça e decidi ligar a alguém (que sei que está sempre num local de voo) e ele disse-me que estava fantástico (para esta altura do ano). Meti-me no carro e zarpei para ir voar de parapente. Cheguei ao local e estavam todos no chão! Senti que o dia estava a ser perfeito e não ia acabar sem eu conseguir voar. Acho que o meu pensamento positivo fez com que as condições melhorassem logo em seguida. Descolei e estive duas horas a voar em sintonia com as “forças da natureza”. Não sei explicar o que senti, mas voei em plenitude com o espaço envolvente e com tudo o que me rodeava. Consegui manter-me sempre acima de todos e enquanto uns aterravam e outros descolavam, eu mantinha-me sempre nas alturas e ninguém me tirou de lá até quase ao anoitecer. Fiz amizade com uma ave de rapina que me mostrava os locais onde tinha de ir para subir melhor. Esses locais eram muito poucos óbvios (para mim) e senti que essa ave e eu estávamos ligados naquele momento por um elo qualquer e conseguíamos cooperar para nos mantermos em voo. Não é a primeira vez que sinto esta ligação com as aves e é algo que aconteçe recorrentemente na minha vida e nos meus voos! Naquele dia, perseguíamo-nos um ao outro e tomávamos decisões parecidas. Foi mais uma experiência mística e fantástica e fez-me perceber uma vez mais, a razão desta minha paixão que dura à tantos anos e que sinto que dificilmente vou conseguir abandonar. Acho difícil alguma vez vir a perder a vontade voar, independentemente do rumo que a minha vida possa tomar no futuro... Voar é mágico e é pena que só muito poucos consigam ter este tipo de sensação mágica que me faz ver o quão insignificantes são os problemas do dia à dia...
Hoje (segunda-feira) acordei com uma música (Quando a chuva passar) na cabeça que já está a fazer com que o meu dia corra bem e sinto-me feliz por estar vivo e com saúde!
Sinto uma alegria imensa e acho que vários segmentos do meu “filme de vida” estão a ser reeditados de uma forma diferente e que as coisas vão melhorar bastante antes de piorarem outra vez...
“Altos e baixos fazem parte da construção do nosso carácter!”.
Quando a chuva passar- Ivete Sangalo
Um dos problemas que mais aflige as sociedades é a tendência para se tirar conclusões antes de se conseguir perceber a fundo as questões.
José Miguel Júdice
Na temporização da vontade, vivemos numa lógica invertida: o português tem saudades do futuro e esperanças no passado.
José Barreiros
Mal vai a sociedade quando a moral se esgota na lei.
António Bagão Félix
O sentimento de segurança é, em larga medida, subjectivo. Depende do nosso estado de espírito, da nossa auto-estima, das experiências que tivemos ao longo da vida, muito mais do que da realidade em si.
Isabel Stilwell
A nossa sociedade deixou de ser composta por humildes que não se atreviam a sonhar. Passou a ser de frustrados ruminando sonhos precocemente empolados.
João César das Neves
Temos a cultura da farsa. Somos poetas e somos cómicos, mas temos dificuldade em viver a realidade.
Ivo Canelas
Ao mesmo tempo que vivemos numa era de grandes avanços científicos e de extraordinária capacidade de realização humana, é evidente que o adulto não é mais o centro e destino da condição humana, mas antes o adolescente e o infantil. Basta pensar como a maioria dos produtos, carros, telemóveis, aspiradores, são cada vez mais abonecados, mais apropriados para um jardim infantil. Como o design tem evoluído na direcção do brinquedo, com as suas formas divertidas e coloridas. E como a própria comunicação empresarial e publicidade assenta cada vez no ingénuo e no simplório, usando e abusando da graçola e da piada, em particular na de mau gosto. E isto tanto para vender um chocolate, um telemóvel ou um carro topo de gama.
Leonel Moura
Quando se acha que não há nada a perder, muda a racionalidade, mudam as emoções, muda a moral da história e muda o peso da ética. O crime não compensa? Comparado com a miséria compensa. Comparado com a pobreza engana.
Rui Tavares
Cada vez mais o nosso pensamento quotidiano é fabricado pelas palavras e ideias sonoras mais gritantes, mais mediatizadas, pelos processos mais surpreendentes e ardilosos (...) A literacia não é só ler e escrever, é permitir que o homem retome características mentais de inter-relação e recrie outras, através do saber, de tal forma que a sua percepção do mundo e da vida possa ser tão inteligível que se sinta seguro para novas descobertas.
Helena Moura
A maior parte das coisas que dizemos (aos outros) na vida ordinária são deste teor: não perguntam nada, não respondem a nada. E nem por isso são coisa nenhuma - confirmam a regularidade das relações interpessoais, sem a qual o mundo social se desmoronava. São rituais interactivos que confirmam a ordem social e nos fazem saber que o outro é quem achamos que é, e que nós somos quem somos.
Luis Fernandes
Extracto do livro:
A lei da atracção diz que as coisas semelhantes se atraem e, assim, quando tem um pensamento, também está a atrair a si pensamentos semelhantes. (...) Alguma vez começou a pensar nalguma coisa que não o fazia feliz e, quanto mais pensava, pior ficava? Isso acontece porque, quando tem um pensamento consistente, a lei da atracção traz-lhe imediatamente pensamentos semelhantes. Em poucos minutos, conseguiu ter tantos pensamentos infelizes semelhantes na cabeça que a situação pareceu estar a piorar. Quando mais pensava no assunto, mais incomodado ficava. (...) Ao pensar em si próprio a viver em abundância, estará a determinar a sua vida poderosa e conscientemente através da lei da atracção. É tão fácil quanto isso. Mas, depois, a pergunta mais óbvia torna-se: "Porque é que não estamos todos a viver a vida dos nossos sonhos?" A única razão pela qual as pessoas não obtêm o que querem é o facto de estarem a pensar mais naquilo que não querem do que naquilo que querem. Oiça os seus pensamentos, e oiça as palavras que diz. A lei é absoluta e não existem erros.
Ás vezes questiono-me porque razão nunca consigo resolver os meus problemas sentimentais de uma forma menos complicada, como faço com tudo o resto na minha vida. Também não percebo como sou capaz de estar constantemente a cativar as pessoas que não desejo e a magoar-me a mim e a elas inconscientemente.
Fi-lo a semana passada com alguém que considerava (erradamente) "Fraca de Espírito" e que insistia em ter uma relação comigo, estando eu a "anos luz" de sentir algo por ela. Fui sincero com ela e isso ainda a fez apertar mais o cerco que me movia apelando ao prazer fácil e descomprometido.
Continuo a sentir uma espécie de estranho "Deja Vue" mas ao contrário, pois esta situação tem estranhas parecenças com uma outra (ainda fresca) onde participei no lugar de "artista principal" e que também acabou por não correr nada bem!
Na semana passada fiquei profundamente triste quando alguém (que ando a aprender a respeitar muito) me disse que poderíamos continuar a comunicar no MSN e depois bloqueou-me o acesso no dia seguinte. Achei pouco sincero da parte dela, mas não a condeno por o ter feito e compreendi imediatamente a sua necessidade de o fazer!
Por ironia do destino, tive a mesma necessidade de fazer o mesmo com esta outra pessoa numa situação totalmente distinta.
Infelizmente, acabei por sucumbir às insinuações dessa outra pessoa e acabámos "enrolados"... num dos encontros. Eu estava fragilizado emocionalmente, quase todos os meus sonhos tinham ruído devido ao meu egoísmo, estava revoltado comigo próprio e não havia nenhum elo que me prendesse a absolutamente ninguém naquele exacto momento. Antes do acto em si, deixei bem claro que aquilo não se voltaria a repetir e que não pertendia voltar a vê-la depois desse dia e ela concordou...
Dias depois recebo esta mensagem dela e não consigo entender se fui um "porco" para ela ou se ela está a ser uma "cabra" para mim??? Se calhar estamos ambos demasiado confusos e assustados que não sabemos o que fazemos e dizemos??? Ou ... se calhar tenho tudo aquilo que mereço na vida! Que acaba por ser totalmente vazia de conteúdo no que se refere ao verdadeiro amor e restantes assuntos do foro sentimental????
A inteligência - e isto engloba muita coisa. O homem inteligente é aquele que sabe estar, amar, foder. O homem inteligente não é gabarolas ( já não há paciência para estes gajos), não nos bloqueia no MSN no dia seguinte (acham que o mundo gira à volta do umbigo deles e que foram as melhores fodas do mundo). O homem inteligente sabe inovar (e a inovação dá pano para mangas) e compreende que tudo o que é feito e consentido entre 2 adultos é normal. O homem inteligente é normalmente uma grande foda (porque tem inteligência para o ser e para aprender se não o é), é amante, amigo. O homem inteligente é camaleão. Permito reincidências em homens inteligentes. Tenho 2 amigos coloridos de longa duração: ou seja, 2 amigos há mais de 3 anos com quem tenho as relações normais de amigos e com quem dou umas quecas quando não existem outras pessoas nas nossas vidas. Homens inteligentes excitam-me.A minha fasquia está muito alta. E só tenho 31 anos. Não sei se é bom, se é mau. Mas sou feliz.
COB - Ooops I did it again
Ed Harcourt - You put a spell on me
Santana Featuring Chad Kroeger - Into The Night
Inesperado
Mulheres
As mulheres, sem visão periférica... são ... Homens.
Escrita
Só por escrito se faz a inteligência da paciência.
Estratégico
Só um historial de alcoolismo salva a imagem de um abstémio.
Ama como se fosse a primeira vez, as vezes que forem necessárias!
Qualidades versus defeitos
Nas mulheres bonitas as qualidades estão mais à vista que os defeitos.
Cama
Na cama ambos são vulneráveis: o homem e a verdade.
Atracção
Uma mulher curvilínea atrai em linha recta.
Jogo
A sorte protege o casino.
Pecado
Quem nunca pecou em pensamento não é virtuoso, é imbecil.
Apesar de tudo é bom viver uma ilusão de amor com final infeliz. É o melhor alibi para os desesperos sem razão que nos invadem de tempos a tempos.
A tristeza é a felicidade depois de usada.
Todas as pessoas são investimentos a fundo perdido.
Para o homem apaixonado as outras mulheres são auxiliares de uma única memória.
Amor
O amor é uma coisa misteriosa e quando se tenta impor uma ordem, ele explode na nossa cara.
Ser
Pior do que não saberes o que és, ou o que não és, é saberes o que não queres ser, e sê-lo.
Carimbadela: Ideias, Pensamentos









